Entrar

Notícias

Ultimas Notícias
Ex-Nubank cria plataforma para apoiar mães negras no mercado de trabalho

Ex-Nubank cria plataforma para apoiar mães negras no mercado de trabalho


Thais Lopes iniciou a startup Mães Negras do Brasil em fevereiro de 2023. Atualmente, a comunidade já conta com 1,3 mil mulheres de 25 estados brasileiros O objetivo de Thais Lopes, 35 anos, é construir uma nova narrativa sobre a maternidade de mulheres negras. Para isso, fundou a Mães Negras do Brasil, startup de impacto social que oferece serviços como grupos de conversas, rodas de escuta, mentorias e workshops. Entre os temas abordados estão carreira, maternidade, gestão financeira, saúde mental e planejamento de negócios.
A comunidade começou em fevereiro de 2023 e atualmente conta com 1,3 mulheres de 25 estados brasileiros, que podem participar gratuitamente ou realizar um plano de assinatura que custa a partir de R$ 5 por mês — o pagamento permite que elas divulguem seus serviços dentro da plataforma. Para participar dos fóruns de discussão, é preciso fazer um cadastro no site Mães Negras do Brasil. Caso desejem, elas também podem entrar em grupos do WhatsApp.
No início deste ano, a startup inseriu uma frente B2B para atender organizações que queiram contratar as profissionais da comunidade para palestras, workshops e oficinas. “Queremos tirar as mulheres desse lugar de que são pessoas em situação de vulnerabilidade. Temos profissionais capazes de falar sobre diversos assuntos e oferecer conhecimento para as empresas”, diz Lopes, em entrevista PEGN.
Interface da plataforma Mães Negras do Brasil
Reprodução
Antes de empreender, a engenheira mecatrônica trabalhava com estratégia e planejamento de negócios no Nubank. Quando engravidou de sua filha, em 2020, sentiu uma necessidade de mudança. “Foi um período de transformações que também provocou muitas inquietudes internas. Uma delas era a questão racial, em que entendi melhor a minha história”, diz. “Compreendi os desafios que enfrentei enquanto mulher negra e, especialmente, e como é difícil para mães negras permanecerem no mercado de trabalho. Muitas optam pelo empreendedorismo por causa disso.”
As inscrições para o 100 Startups to Watch 2024 estão abertas! Acesse o site 100startupstowatch.com.br e veja como participar.
Após a licença-maternidade, voltou ao emprego e começou a compor um comitê de parentalidade que estava sendo criado na empresa. “Tornei-me líder do grupo de afinidade e aprendi ainda mais sobre a parentalidade”, afirma. Mas Lopes também percebeu que existiam necessidades estruturais que um grupo de afinidade não poderia suprir e que poderiam ser um caminho para que ela criasse um negócio de impacto social.
A primeira ação da empreendedora foi reunir mulheres em um grupo de WhatsApp que seria uma “comunidade para mães”, para entender quais eram as demandas. A divulgação se deu pelas redes sociais, a partir de fevereiro de 2023. “Eu já contava para elas o que eu esperava que a Mães do Brasil se tornasse um ecossistema para nós nos apoiarmos. Queria entender com elas se isso faria sentido e se estariam comigo na execução”.
As reuniões foram realizadas por cerca de dois meses, até que a empreendedora passou a implementar alguns projetos, como palestras e mentorias coletivas oferecidas pela própria comunidade.
Saiba mais
“Começamos os testes assim que surgiram profissionais que poderiam oferecer conteúdo. As mães, então, faziam a inscrição”, afirma. Os primeiros temas incluíram letramento racial, empoderamento, políticas públicas e autocuidado. “Os nossos serviços foram sendo construídos a partir do interesse da nossa comunidade. Hoje, só consigo garantir a programação de mentoria e palestras porque tenho mães que oferecem esse conteúdo.”
Inicialmente, as mulheres da comunidade decidiam quanto queriam desembolsar para ter acesso aos conteúdos, e a profissional responsável pela mentoria recebia 50% do total da venda de ingressos. Agora, as mentoras recebem um valor pré-acordado.
O crescimento do negócio se deu especialmente pelas redes sociais, por meio de publicações de tráfego pago e divulgação boca a boca em eventos de empreendedorismo. A plataforma atraiu um público diverso. “Atualmente, 32% são empreendedoras, 21% trabalham no regime CLT, 21% são funcionárias públicas, 11% são prestadoras de serviços informais, e o restante está desempregada”, afirma.
A empreendedora diz que o plano da startup é fortalecer a frente B2B, agenciando as profissionais da comunidade para eventos em outras organizações. Em março, a startup realizou oficinas no Centro Cultural Banco do Brasil e no Museu de Arte do Rio, no Rio de Janeiro, que juntos geraram uma receita de R$ 22 mil. Os planos de assinatura promovem faturamento de R$ 2,5 mil por mês.
“Queremos ter recorrência no serviço para empresas porque é onde é possível aumentar o faturamento para garantir a sustentabilidade do negócio. O plano de assinatura no B2C deve ter um tíquete-médio baixo para continuar acessível”, diz a empreendedora, acrescentando que tem novas oficinas previstas para esse mês.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da PEGN? É só clicar aqui e assinar

Posts Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *