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Carro sem motorista e pagamento com a mão: jovem viraliza mostrando curiosidades pelo mundo

Carro sem motorista e pagamento com a mão: jovem viraliza mostrando curiosidades pelo mundo


Marina Guaragna decidiu viver como nômade digital em 2020. No ano passado, descobriu que a vida como viajante poderia se tornar um negócio Com mais de 1,4 milhões de seguidores somados no Instagram, no TikTok e no YouTube, Marina Guaragna, 29 anos, vive como viajante e criadora de conteúdo. Nômade digital desde 2020, a influenciadora começou a se dedicar às redes sociais em março do ano passado. De lá para cá, viralizou várias vezes compartilhando diferentes curiosidades sobre os países que visita.
Apenas neste mês de junho, ela registrou sete vídeos com mais de um milhão de visualizações no Instagram, todos gravados durante sua passagem pela China, onde deve ficar mais um mês e meio. Entre as maiores repercussões das últimas semanas, estão conteúdos que mostram a influenciadora pegando um táxi sem motorista e pagando compras usando apenas a palma da mão. Os dois vídeos atingiram 12,4 milhões e 10,1 milhões de visualizações, respectivamente, apenas no Instagram.
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Guaragna afirma que já apostava na grande repercussão dos conteúdos, que deixaram a própria influenciadora impressionada. Enquanto o carro autônomo estava entre os conteúdos planejados para gravar na China, o pagamento com a palma da mão surgiu por acaso.
“Conhecemos um estudante chinês quando tentávamos pegar um carro autônomo para gravar e ficamos amigos dele. Passeando com ele em um shopping, ele falou sobre poder pagar com a palma da mão. Eu achei que eu não conseguiria, mas ele cadastrou minha mão e funcionou. Gravei e postei no mesmo dia”, conta a influenciadora.
Nascida em Porto Alegre (RS), a Guaragna viveu na capital gaúcha até os 24 anos, quando se mudou para Vitória (ES) para fazer um mestrado em economia sustentável. Durante o fim da pós-graduação, começou a trabalhar como social media e copywriter, de forma remota.
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“Foi quando meu noivo me convidou para viajar e trabalhar ao mesmo tempo. Fui nômade digital durante três anos. Eu trabalhava online para uma empresa enquanto viajava, mas nunca tinha criado conteúdo”, conta a influenciadora.
Durante uma visita à Índia, em março de 2023, Guaragna decidiu tornar seu perfil no Instagram público para compartilhar alguns vídeos da viagem. Logo após as primeiras publicações, o número de seguidores na rede saltou de 3 mil para 15 mil, o que levou a criadora de conteúdo a investir na ideia. Ainda com o emprego remoto, Guaragna começou a publicar conteúdo diariamente.
A aposta deu certo. Três meses depois, ela decidiu largar o emprego para se dedicar exclusivamente à criação de conteúdo. A partir de então, a influenciadora começou a faturar com o trabalho não apenas com o retorno de plataformas como TikTok e YouTube – que monetizam o conteúdo a partir do número de visualizações –, mas com publicidade.
“Eu quis primeiro focar no crescimento e esperar para rentabilizar isso. Só em junho, quando eu tinha uns 120 mil seguidores, fiz a primeira publicidade. A partir dali foram ondas: em um mês fiz duas, no mês seguintes nenhuma. Foi e ainda é um caminho de altos e baixos. Ser autônomo ou ter uma pequena empresa é um caminho assim”, afirma Guaragna.
De acordo com a influenciadora, os virais são uma ferramenta-chave para seu crescimento enquanto negócio. Com a grande repercussão de uma publicação, Guaragna afirma que crescem o número de seguidores e o engajamento, o que a permite cobrar valores mais elevados para publicidades, sua principal fonte de receita. Ano passado, por exemplo, dois vídeos gravados durante sua passagem pela Bolívia levaram a um aumento de cerca de 100 mil seguidores em duas semanas.
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Apesar da importância das viralizações, a influenciadora ressalta que o crescimento só é significativo quando o conteúdo conversa com seu público-alvo. “Se eu falo de viagem e viraliza um vídeo aleatório sobre roupas, não me serve de nada, porque vou ganhar um público que não tem a ver com o que eu posto e que não vai engajar meus conteúdos. Isso é até pior para mim, porque o mais importante é ter um perfil engajado”, afirma.
Por isso, a escolha e criação dos conteúdos é um processo cuidadoso. Para decidir o que pode render uma boa publicação, a influenciadora busca compartilhar aquilo que ela mesma acha interessante e curioso nos lugares que visita, sem deixar passar despercebido seu próprio choque inicial com as novidades.
“Tem coisas que eu vejo e sei que tem muito potencial de bombar. O principal é ser uma coisa diferente, trazer uma novidade e contar a história bem contada. Muitos vídeos gringos já mostravam o carro autônomo, por exemplo, mas tudo vai do jeito que a história é contada para poder chamar atenção”, pontua.
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A rotina como criadora de conteúdo e nômade digital
Segundo a influenciadora, apesar de algumas pessoas a enxergarem como “blogueira”, sua rotina é corrida e conta com diversas obrigações, inclusive burocráticas. “Desde o início eu já era MEI porque sabia que precisaria emitir nota, declarar tudo certinho. Muita gente não tem ideia, mas o criador de conteúdo é uma empresa, paga impostos como empresa, faz tudo o que uma empresa faz”, aponta. Com o contínuo crescimento do perfil, este ano Guaragna migrou de microempreendedora individual (MEI) para Sociedade Limitada (LTDA) a fim de manter-se de acordo com as regras de enquadramento.
Entre pesquisa, criação de roteiro, gravação e edição dos vídeos – que agora são publicados de três a quatro vezes por semana – o casal diz não ter hora para parar de trabalhar. “Se a gente tiver tido cinco dias de folga no último ano, incluindo fim de semana, é muito. Estamos sempre trabalhando, precisamos estar sempre online. Com o fuso horário, isso exige um grande esforço de organização para dar conta de fazer as coisas dentro e fora de casa, muitas vezes em horários específicos, além das entregas com marcas”, explica a empreendedora.
Sem uma casa fixa desde 2020, quando embarcou na vida de nômade digital, a influenciadora afirma que os primeiros meses de criação de conteúdo exigiram um ritmo acelerado de viagens, levando o casal a dedicar de dois a quatro dias por cidade visitada. Em busca de uma vida mais tranquila, a dupla vem aos poucos aumentando os dias de permanência em cada lugar, chegando a ficar até pouco mais de uma semana na mesmo localidade.
Guaragna também ressalta que é importante olhar para as viagens como parte do negócio e que, para ela, uma frequência acelerada de mudanças seria insustentável a longo prazo. Segundo a influenciadora, os primeiros meses exigiram mais intensidade para alcançar o crescimento desejado nas redes. Agora, a expectativa é manter a constância e a qualidade das publicações, em um ritmo de viagens e trabalho que possa ser mantido de forma saudável, já que a vida como nômade não tem previsão para acabar.
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