Estúdio oferece profissionalização e experiências no setor de entretenimento

Irmãos Dilson e Juliana Laguna transformam casa na Vila Madalena em ambiente de troca de saberes entre artistas, profissionais e fãs Profissionalizar o mercado de entretenimento brasileiro e oferecer novas experiências aos fãs. Essa é a proposta dos irmãos Dilson e Juliana Laguna com o Artsy Club. Localizado em uma casa de 420m² na Vila Madalena, na capital paulista, o estúdio trabalha com pesquisas, capacitações e produções artísticas em formatos diversos, passando por música, conteúdo para internet, shows e outros eventos.
O negócio liga marcas e agências de publicidade a artistas, executa projetos de audiovisual e oferece seu espaço para o ensaio de músicos e apresentações. Entre os artistas que já passaram pelo estúdio estão nomes como Pitty, Emicida, Jão, Luedji Luna, Marina Sena e Titãs. Já entre os parceiros há marcas como Pinterest, Amazon Music, Sofar Sounds, COLORS e Latin Grammy.
Em paralelo, a empresa desenvolve pesquisas sobre o mercado musical e oferece capacitação para trabalhadores da indústria do entretenimento.
Initial plugin text
O empreendimento busca atender os gargalos do setor de entretenimento brasileiro por meio da oferta de serviços e produtos que ajudem as empresas a chegar ao seu público. Dilson Laguna, cofundador do Artsy Cub, cita a falta de pensamento estratégico e linha executiva como os principais pontos de atenção.
“A empresa tem uma ideia de fazer um projeto com um determinado artista, por exemplo, mas na hora de executar não entende o tamanho da estrutura necessária ou a questão de direito autoral. O Artsy vem como um interlocutor para esse mercado de comunicação e o universo das marcas e diz como colocamos a ideia para funcionar”, explica.
Saiba mais
A expertise do negócio parte das diferentes formações dos sócios (e irmãos), Dilson e Juliana Laguna. Enquanto o primogênito estudou Negócios e Performance no London College of Music e trabalhou como guitarrista com músicos como Michael Bublé e Jason Derulo, a caçula estudou relações públicas na PUC-RS e atuou como gerente de mídia em multinacionais do segmento de moda e entretenimento, como Puma e Sofar Sounds.
“Para conseguir ter retorno em cima do entretenimento, enxergamos as necessidades das empresas e do segmento para propor novos serviços e produtos. Assim, elaboramos pensamentos e ações estratégicas para transformar o setor em impacto e números de vendas ao mesmo tempo que possibilitamos ao público novas experiências”, argumenta Juliana.
Dilson aponta que, além da visão executiva por parte das empresas e agências, a indústria de entretenimento local necessita de mão de obra qualificada e maior profundidade em dados e informações.
“Por conta da pandemia, o setor de entretenimento eventos ficou muito tempo parado, e profissionais foram para outras áreas. Isso se soma ao fato de que não temos um meio acadêmico no Brasil onde de fato se prepararam novos profissionais para certas questões técnicas”, explica o empreendedor.
De olho nessa lacuna, o Artsy Club oferece, desde março deste ano, cursos de produção executiva de eventos e registro audiovisual de conteúdos. Os estudantes têm aulas teóricas sobre ferramentas e processos e, em seguida, colocam as lições em prática nas próprias produções do estúdio.
A origem do negócio
Fundado em 2012, o Artsy Club passou de uma produtora independente para um estúdio focado na criação de produções audiovisuais, pesquisas e capacitações. O empreendimento é resultado da fusão da startup de entretenimento Flow Creative Core com o estúdio Artsy Club Studios, ou seja, o braço executivo da produtora e o espaço de ensaio para os artistas, respectivamente.
Juliana Laguna destaca que o Sofar Sound foi o que deu o destaque inicial ao negócio. O projeto consiste em uma série de apresentações ao redor do mundo, nas quais artistas expoentes são apresentados ao público por meio de um show restrito, com local revelado apenas no dia.
A parceria entre o Artsy Club e o Sofar exemplifica a identidade do negócio, explica a cofundadora. “Queremos mostrar o que de fato entendemos como um novo entretenimento e o que queremos para a cultura. Desde o início, a gente sempre operou de maneira independente. O Sofar, por exemplo, é um projeto quase que de impacto social dentro do Brasil, porque ele abre plataformas e oportunidades para artistas.”
A próxima tendência
A cofundadora conta que o negócio busca expandir a frente de pesquisa de mercado, com a preocupação de entender o que as pessoas estão consumindo e de que forma. O objetivo é que as produções façam sentido para os fãs e para as marcas e que sejam norteados por informações obtidas e analisadas pela própria produtora.
A dupla afirma que o maior desafio da expansão do negócio é a sensação da constante busca pelo que está em alta e os novos aprendizados necessários por conta das mudanças do setor artístico, além da falta de investimentos no segmento de entretenimento e a necessidade de modernizar ferramentas e processos.
A empresa não abre dados de faturamento, mas afirma já ter participado de 200 projetos nacionais e internacionais.
Saiba mais
