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Ele investiu R$ 2 mil e agora fatura R$ 1,5 milhão com a produção de alho negro

Ele investiu R$ 2 mil e agora fatura R$ 1,5 milhão com a produção de alho negro


A marca Alho Negro do Sítio tem em seu portfólio dez produtos à base de alho negro, vendido para o food service e para clientes finais, com um tíquete médio de R$ 25 Filho de produtores rurais japoneses, Fernando Kondo, 47 anos, nasceu no sítio onde a família plantava alho roxo em Guatapará (SP). Apesar de ter se formado em agronomia, ele fez carreira na área de tecnologia. Há dez anos, voltou às raízes e passou a se dedicar a um produto não tão tradicional: o alho negro.
Trata-se do vegetal in natura que passou por maturação em temperatura e umidade controladas por cerca de 10 dias, sem o uso de aditivos químicos, corantes ou aromatizantes. “É um processo bem artesanal. Após a maturação ele ganha novas características de cor, textura, sabor e odor. Fica com sabor adocicado e frutado”, explica o empreendedor.
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Quando Kondo se aproximou do produto, foi de forma despretensiosa, sem a intenção de empreender.
“Em 2006, um amigo do meu pai comentou sobre o alho negro. Nós ficamos curiosos, testamos e começamos a fazer em casa para consumo próprio. Fornecíamos apenas para os amigos da colônia japonesa”, diz Kondo.
Em 2014, o empreendedor notou que havia um potencial de venda do produto. Com um investimento inicial de R$ 2 mil, fundou a Alho Negro do Sítio, na propriedade da família. No início, Kondo contava somente com ajuda de sua mãe na produção. Agora, há 18 colabores na empresa. Eles auxiliam em todas as etapas, desde a escolha das sementes até o preparo da terra.
Kondo expôs na Feira do Empreendedor 2024 Sebrae-SP, que ocorre até terça-feira (14/10) em São Paulo.
Hoje, a marca produz, em média, uma tonelada por mês. A manufatura é lenta e tem baixo rendimento, diz Kondo. Para obter 1 kg de alho negro descascado, são necessários 4 kg de alho fresco.
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A marca tem em seu portfólio dez produtos à base de alho negro, com um tíquete médio de R$ 25: Geleia, Molho, Pesto, Sal grosso, Pasta, Sal de umami, Chimichurri, Pimenta e Azeite, além do próprio Alho Negro na versão bulbo ou já descascado.
Com cerca de 800 clientes mensais ativos, a companhia faturou R$ 1,5 milhão em 2023. Neste ano, a previsão é chegar a R$ 3 milhões. Do total da receita, 60% vêm do food service, 20%, da venda para pessoa física por meio do e-commerce, e 20% do varejo (empórios e supermercados).
Kondo está finalizando a captação de R$ 500 mil com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O dinheiro será usado para a modernização da fábrica e a implementação de medidas de sustentabilidade.
“Estamos muito focados agora na cultura ESG. Toda a energia que usamos é fotovoltaica. Dos nossos 18 funcionários, 16 são mulheres. A nossa embalagem é sustentável, feita com papel biodegradável”, enumera o empreendedor.
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