Wendy’s, Red Lobster, Fnac e outras marcas famosas: o que levou à saída do Brasil?

Uma publicação no Threads se tornou viral após um internauta mencionar marcas internacionais que já estiveram em São Paulo Uma publicação na rede social Threads se tornou viral após um internauta, identificado como Renato Camargo, mencionar marcas internacionais que já tiveram lojas em São Paulo, como Wendy’s, Red Lobster, Forever 21 e Fnac. Mas, afinal, o que levou essas marcas a deixarem o Brasil?
A publicação já foi vista mais de 30 mil vezes, e gerou uma onda de especulações nos comentários sobre outras marcas que também deixaram o país ou o que teria acontecido com as empresas mencionadas na postagem.
internauta relembra de marca que já estiveram no Brasil
Reprodução
Wendy’s
A Wendy’s, famosa pelo hambúrguer em formato quadrado, encerrou suas operações no Brasil em 2019, após pouco mais de três anos de atuação por aqui. A rede de fast food chegou ao país em 2016, quando quatro sócios brasileiros investiram R$ 10 milhões na inauguração dos restaurantes, que integravam a holding Infinity Services.
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Em 2020, a marca comentou fechamento das cinco operações que tinha e expressou sua intenção de retornar ao Brasil no futuro. “Tomamos a difícil decisão comercial de fechar os restaurantes Wendy’s no Brasil. O Brasil continua sendo um mercado potencial de crescimento para nós, e estamos comprometidos em aumentar a marca da maneira certa nessa região no futuro”, disse a empresa.
A cadeia de restaurantes superou o Burger King no ano passado, tornando-se a segunda maior rede de fast food dos Estados Unidos em termos de lucro. Apesar desse crescimento, tanto Wendy’s quanto Burger King ainda estão significativamente atrás do líder do setor, McDonald’s, de acordo com um ranking elaborado pela consultoria Technomic.
Red Lobster
Já o Red Lobster, conhecido por popularizar frutos do mar, enfrenta uma grave crise financeira. Em maio, a companhia entrou com um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos após fechar dezenas de restaurantes. A rede revelou dívidas entre US$ 1 bilhão e US$ 10 bilhões, e segundo a CNBC, seu distribuidor, Performance Food Group, afirmou que a Red Lobster deve mais de US$ 24 milhões a eles.
As vendas do Red Lobster têm se mantido estagnadas na última década, com uma média anual de US$ 2,4 bilhões (R$ 12,2 bilhões) desde 2014, exceto em 2020, quando a receita caiu para US$ 1,76 bilhão (R$ 8,9 bilhões) devido ao impacto da covid-19, segundo dados da Forbes.
A marca já esteve presente no Brasil, mas fechou sua unidade na Avenida Brigadeiro Faria Lima, nos Jardins, em 2015, após pouco mais de um ano de operação. Outra unidade, localizada no Aeroporto Internacional de Guarulhos, também foi encerrada em 2023.
Na ocasião, o grupo responsável pelo restaurante declarou que a decisão de encerrar as operações no Brasil foi “uma decisão estratégica da companhia, que zela sempre por operações eficientes” e reafirmou sua crença “na força da marca no país.”
Forever 21 e Fnac: ambas marcas do varejo também disseram adeus ao Brasil
A Forever 21, marca de moda conhecida por suas roupas acessíveis e voltadas para o público jovem, entrou no Brasil em 2014 com grandes expectativas, abrindo lojas em shoppings populares. No entanto, a marca enfrentou desafios significativos no mercado brasileiro, incluindo a alta carga tributária, a concorrência intensa e as mudanças nas preferências dos consumidores. No Brasil, a rede chegou a enfrentar ações de despejo por atraso no pagamento do aluguel de lojas de shoppings.
Em 2022, a Forever 21 anunciou o fechamento de todas as suas lojas no Brasil e na América Latina, citando dificuldades financeiras. A decisão foi parte de uma reestruturação global da empresa, que também enfrentava problemas nos Estados Unidos. A marca não apenas encerrou suas operações físicas no Brasil, mas também retirou sua presença online
No entanto, ao longo dos anos, a Fnac também enfrentou crescente concorrência, mudanças nas preferências dos consumidores e um cenário econômico desafiador. Em 2018, a empresa anunciou o fechamento de várias lojas físicas, e em 2019, as operações da Fnac no Brasil foram encerradas completamente.
A Fnac, famosa por suas livrarias e lojas de produtos eletrônicos, enfrentou dificuldades financeiras que culminaram no fechamento de suas operações no Brasil. A marca, que chegou ao país em 1998, tornou-se conhecida por oferecer uma ampla gama de livros, música, filmes e eletrônicos, além de promover eventos culturais.
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2001 Vídeo
A rede de videolocadoras nasceu em 1982 e foi uma das últimas grandes cadeias nacionais a encerrar as atividades. Após fechar suas duas últimas lojas em 2015, a marca vinha tentando sobreviver no digital, com a venda de DVDs e blu-rays, de acordo com a Forbes. No entanto, o site foi encerrado em março de 2019.
Häagen-Dazs
Por mais que os sorvetes ainda possam ser encontrados por aí, em supermercados, padarias e empórios, a rede norte-americana fechou todas as suas oito lojas brasileiras em 2018. A General Mills, dona da marca, disse à época que iria focar na venda de produtos no varejo — o que, de fato, fez.
Burger Joint
A rede norte-americana chegou ao Brasil em 2016 e se despediu de forma discreta, em 2023. A marca foi trazida ao país por meio do grupo +55, que tinha como sócio o ator Bruno Gagliasso, e chegou a abrir algumas unidades na capital paulista e no Rio de Janeiro, no entanto, a primeira loja, que funcionava no shopping Top Center, em São Paulo, foi encerrada no ano passado. Desde então, a empresa não tem mais site ou redes sociais no país.
Inside Tea Connection
A rede de casas de chá argentina Tea Connection chegou ao Brasil em 2011, com a abertura da primeira unidade na região dos Jardins, em São Paulo. O Inside Tea Connection foi um negócio paralelo da marca lançado em 2018, com o objetivo de oferecer produtos em formato grab & go. De acordo com a Veja, a loja fechou para atendimento ao público em 2020, operando apenas o delivery. Atualmente, não há informações sobre o negócio spin off da Tea Connection. PEGN tentou contato com a assessoria de imprensa, mas não teve retorno até a última versão deste texto.
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