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Startups e empresas brasileiras marcam presença no SXSW, e outros destaques do ecossistema nesta semana


O evento de inovação acontece em Austin, nos Estados Unidos, e atraiu 2,3 mil brasileiros Presente na 39ª edição do South By Southwest (SXSW), festival de inovação que acontece anualmente nos Estados Unidos, o Brasil contabilizou uma vitória importante: o Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) ganhou prêmio pelo protótipo de batom inteligente que desenvolveu com o Grupo Boticário. Nesta edição, contamos o que rolou no evento.
Já que estamos no mês das mulheres, a newsletter mostra três histórias de startups fundadas por empreendedoras: Toyt, Hera.Build e BioLinker.
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Boa leitura!
Brasil no SXSW
Até este sábado (15/3), a cidade de Austin, nos Estados Unidos, sedia a 39ª edição do South by Southwest (SXSW), conferência de inovação, tecnologia, música e cultura, que reúne especialistas e entusiastas desses temas. O Brasil marcou presença em peso: cerca de 2,3 mil brasileiros participaram do evento. Empresas nacionais também estiveram por lá como patrocinadoras – foi o caso de Itaú Unibanco e a idtech Unico, por exemplo.
Um dos ambientes criados por brasileiros foi a SP House, iniciativa do Governo de São Paulo, que recebeu 15 mil visitantes de 55 nacionalidades, superando o recorde do ano passado, quando atraiu 10 mil pessoas. O espaço ofereceu 32 horas de conteúdo, incluindo uma palestra com a futurista Amy Webb.
Foi no palco da SP House que o empreendedor Rafael Lazarini anunciou a criação do SP2B, evento que se inspira no SXSW e vai acontecer na capital paulista entre 9 e 16 de agosto de 2026. Ele tentou por três anos negociar a realização de uma edição do SXSW no Brasil, mas a ideia não foi para frente. Agora, decidiu fazer uma versão nacional, nos moldes do festival norte-americano.
Segundo o Pipeline, serão oito dias de evento, com 700 painéis, 26 palcos, 2 mil palestrantes e 800 horas de conteúdo sobre tecnologia, startups, música e cinema. O festival deverá contar também com uma batalha de pitches para startups, com prêmio de R$ 1 milhão.
O Brasil ainda saiu do evento com um prêmio. O Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (CESAR) e o Grupo Boticário foram o case vencedor na categoria de júri popular do SXSW Innovation Awards com o batom inteligente, protótipo desenvolvido em parceria com a Neurobots e a Embrapii. A tecnologia vem sendo aprimorada há sete anos, com uso de inteligência artificial e visão computacional, para ajudar pessoas com deficiência visual ou limitação motora nos membros superiores a passar batom de forma autônoma.
Empreendedorismo feminino
Separamos três cases de startups fundadas por mulheres. As histórias completas você encontra no site de PEGN.
Toyt. É um aplicativo desenvolvido pela clínica cearense Neuropsicocentro em parceria com a startup Neurobrinq, que visa ajudar crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) a aprender e conquistar autonomia em tarefas cotidianas, por meio de um ambiente virtual. A plataforma oferece mais de 20 atividades que simulam situações do dia a dia, com foco na estimulação das habilidades das crianças. O Toyt foi criado por uma equipe multidisciplinar, envolvendo as profissionais da saúde Silviane Andrade e Clarissa Leão, e o engenheiro Greg Pereira, que já havia trabalhado no desenvolvimento de salas multissensoriais para autistas. A plataforma tem a meta de alcançar 100 mil usuários até o final do ano.
Hera.Build. A startup brasileira especializada em agentes de inteligência artificial oferece soluções personalizadas em áreas como atendimento ao cliente, criação de conteúdo e acompanhamento de reuniões. Fundada pelas amigas Bárbara Vallim e Suzana Oliveira, ambas com vasta experiência em tecnologia e negócios, a plataforma visa simplificar a adoção de IA por empresas, permitindo a criação de agentes personalizados sem a necessidade de conhecimento técnico. Com um investimento inicial de R$ 500 mil, a Hera.Build já atende 10 clientes e prevê faturar US$ 1 milhão no primeiro ano. A empresa se destaca por ser composta inteiramente por mulheres, algo que as fundadoras consideram um passo importante para abrir portas para outras mulheres no setor de tecnologia. A startup agora busca levantar uma rodada de investimento para expandir e desenvolver novos produtos.
BioLinker. A biotech foi fundada por Mona Oliveira, baiana que transformou sua paixão pela ciência em uma startup focada na produção de proteínas para pesquisas e processos diversos, como vacinas e diagnósticos médicos. Após concluir seu doutorado em bioquímica e nanociência na Eslovênia, ela criou a Biolinker em 2019, com o objetivo de resolver a dependência do Brasil por proteínas importadas. A startup cresceu rapidamente durante a pandemia, produzindo mais de 200 proteínas e atendendo grandes instituições, como o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz. Com um modelo de negócios que inclui a venda de proteínas “de prateleira” e a prestação de serviços personalizados, a Biolinker captou R$ 6 milhões em investimentos e tem como meta alcançar R$ 5 milhões de receita em 2024. Oliveira, que vem de uma família de empreendedores, busca agora garantir um aporte de US$ 5 milhões para expandir a planta fabril da empresa e enfrentar o desafio de amadurecimento do ecossistema de biotecnologia no Brasil.
Movimentações
Nova sociedade. A apresentadora e empresária Sabrina Sato é a nova sócia da Flint, startup de educação para entretenimento e capacitação na linguagem creator. Com a chegada de Sabrina, a Flint busca expandir seu alcance, principalmente no mercado B2B, com o foco em capacitar profissionais como médicos, advogados, professores e arquitetos – a expectativa é que a unidade de negócios cresça três vezes em 2025. A metodologia da startup já foi utilizada por empresas como QuintoAndar e Google. Sabrina possui mais de 10 empresas no seu portfólio de empresária, como as startups Biobots e OneMore.
Enter. A lawtech, que anteriormente se chamava Talisman, divulgou nesta semana o aporte que recebeu da Sequoia Capital em outubro – o primeiro da gestora no Brasil desde que investiu no Nubank, há 12 anos. A startup usa inteligência artificial para otimizar defesas jurídicas em processos trabalhistas e consumeristas. Na carteira de clientes estão empresas como Nubank e Vivo. A Enter espera expandir suas soluções para processos trabalhistas e continuar a aumentar seus ganhos de causa. O valor do investimento não foi divulgado.
Empreendedorismo. Uma pesquisa realizada pela fintech Cora mostra que 40,44% dos empreendedores indicam que a insegurança política e econômica é a principal dor ao comandar o próprio negócio, em um cenário de inflação e alta na taxa de juros do país. Em seguida, os empreendedores apontaram contratação e retenção de talentos (29,18%); aspectos legais, contábeis e impostos (24,06%); acesso a empréstimos ou financiamentos (22,35%); marketing e comunicação de serviços (21,42%).
Oportunidades
InovAtiva. Startups já podem se inscrever para os programas de aceleração InovAtiva Brasil e InovAtiva de Impacto Socioambiental 2025. Até 90 empresas de todo o país, em estágios de validação, operação e tração, serão selecionadas para a primeira iniciativa, e até 30 poderão participar da segunda. Todas as escolhidas terão acesso a capacitação, mentorias especializadas e conexões estratégicas de forma gratuita e sem exigência de participação societária. Interessados têm até 7 de abril para se inscrever pela plataforma.
Mentoria. A gestora de venture capital Astella vai realizar a terceira edição do AstELLAS, programa online e gratuito de dez semanas de capacitação em tecnologia para 40 empreendedoras, com networking e compartilhamento de conhecimento. A iniciativa abordará temas como gestão de pessoas, produto, preço, processos e pitch, com mentorias individuais e em grupo. As inscrições se encerram em 28 de março e devem ser feitas por meio deste link.
Prêmio. O Instituto Vita Alere lançou a primeira edição do Prêmio Vita Tec – Transformação Digital e Saúde Mental. Startups que desenvolvem soluções para promover cuidado, acessibilidade e suporte em saúde mental podem se inscrever. São duas categorias: aplicativos, plataformas e comunicação; e publicação científica e extensão. O primeiro colocado de cada uma recebe R$ 5 mil em dinheiro. As inscrições vão até 15 de abril pelo site.
Investimento. A Start Growth abriu uma nova rodada para investir R$ 15 milhões em startups que buscam acelerar seus negócios. O valor será distribuído igualmente para cinco segmentos-chave: HRtech, fintech, edtech, database e martech. A empresa procura por startups com produtos validados, mas que necessitam de suporte estratégico em áreas como marketing, vendas e gestão financeira. O processo de inscrição termina em 7 de abril e deve ser feito pelo site.

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