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Startup para fotógrafos profissionais expande para Europa e prevê faturar R$ 22 milhões neste ano

Startup para fotógrafos profissionais expande para Europa e prevê faturar R$ 22 milhões neste ano


Após adquirir a concorrente Epics por R$ 9,5 milhões, a Banlek quer continuar crescendo na cobertura de eventos, provas esportivas e pontos turísticos Imagina visitar um ponto turístico ou participar de uma prova esportiva e, em uma hora, ter fotos profissionais suas disponibilizadas para compra. Essa é a proposta da Banlek, startup para fotógrafos, que estima um faturamento de R$ 22 milhões em 2024 – 90% do faturamento vem da comissão paga por profissionais autônomos que vendem suas fotos pela plataforma.
O negócio teve início em 2020, pelas mãos de Sérgio Illa e Jonathas Guerra. Programador desde os 13 anos, Guerra já tinha experiência com startup quando foi chamado por Illa para tirar uma ideia do papel: o insight para a Banlek surgiu em um dia na praia, enquanto ele tirava fotos do filho surfista e foi abordado por outros rapazes interessados no serviço. A startup teve um investimento inicial de R$ 330 mil.
O fundador se afastou do negócio por cerca de um ano e meio após o lançamento e Guerra assumiu como CEO. Ele trouxe a esposa, Maria Eduarda, para a operação como CFO. “Ela é fisioterapeuta, estava trabalhando em dois hospitais na linha de frente durante a pandemia e eu precisava de alguém de confiança para ficar no back office enquanto eu ia para a rua vender o serviço”, relembra. Em dezembro de 2021, a Banlek atingiu o ponto de equilíbrio.
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Guerra diz que adotou uma estratégia de investir no crescimento do mercado de fotografia para atrair mais profissionais para a plataforma. Ele conta que direcionava todo o lucro da empresa para o patrocínio de eventos e podcasts sobre o assunto, aumentando também o conhecimento sobre a marca.
A plataforma da Banlek possibilita que os fotógrafos encontrem oportunidades de trabalho e divulguem as imagens registradas, além de ferramentas para a gestão financeira. A startup também disponibiliza um marketplace de eventos para credenciamento, prospectados pela equipe comercial da Banlek.
A Banlek disponibiliza camisetas e outros equipamentos para os fotógrafos credenciados para eventos
Divulgação
O plano gratuito permite a venda de fotos, com comissão média de 10% para a plataforma, e o plano pago oferece também uma tecnologia de reconhecimento facial para identificação mais rápida das imagens. Em média, cada foto é vendida por R$ 20, mas em eventos especiais, como a Oktoberfest, os valores podem subir para R$ 50.
Segundo Guerra, a taxa de retenção de fotógrafos é de 98%, com profissionais em pontos turísticos em Santa Catarina, São Paulo, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro – da orla a locais de interesse como Cristo Redentor, Vista Chinesa e Maracanã. O forte são as provas esportivas, que representam 60% do faturamento da empresa. A startup também faz cobertura fotográfica com exclusividade para grandes festas.
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“Hoje o mundo é voltado para a imagem. Todos querem mostrar que praticam esportes, que cuidam do corpo, e as pessoas estão cada vez mais imediatistas. Por isso que um dos nossos modelos que mais deu certo é a publicação de fotos em uma hora no site”, afirma.
Em abril deste ano, a Banlek adquiriu a principal concorrente, Epics, empresa de 15 anos especializada em soluções para fotógrafos, como criação de sites e álbuns, por R$ 9,5 milhões. Recentemente, comprou a UliSite. Os M&As possibilitaram a expansão para a Europa, por causa da filial lusitana da empresa, e ampliação da equipe da startup com profissionais experientes – o time saltou de 33 para 50 colaboradores após as movimentações.
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“Sempre pensamos na expansão internacional porque não existe esse modelo de negócio na Europa. São brasileiros fazendo esse serviço, que pediam para a Banlek operar lá”, diz. Novas aquisições estão nos planos de Guerra.
Com 100 mil fotógrafos na plataforma e 5 milhões de clientes cadastrados, a Banlek prevê faturar R$ 22 milhões em 2024. Segundo o fundador, a receita cresceu 146% nos últimos 6 meses. Os próximos passos são reforçar a comunicação com o cliente final, para que eles passem a acessar o site para encontrar profissionais, pedir orçamentos e fechar negócio para cobertura de eventos, e lançar mais serviços, como a venda de vídeos.
60% da receita da Banlek vem das fotos clicadas durante práticas esportivas
Reprodução
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