Startup de ponto digital com foco em PMEs projeta faturamento de R$ 4 milhões com planos de expansão na Europa

Apponte.me atende mais de 10 mil CNPJs e 235 mil funcionários. Além do serviço para pequenas e médias, empresa também atende redes como Subway e Dia Supermercado A startup Apponte.me foi criada com o objetivo de substituir o relógio de ponto biométrico, a folha e o cartão de ponto tradicional. Com o primeiro protótipo lançado em 2016, por Daniel Godoy, 37 anos, e Rafael Malheiros, 38 anos, o projeto tinha como objetivo reduzir os custos para que pequenas empresas pudessem aderir à marcação de ponto com mais facilidade.
Com operação em todo território nacional e clientes em países como Estados Unidos, Portugal e Canadá, abrangendo mais de 10 mil Cadastros Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJs) e 235 mil colaboradores na plataforma, a empresa precisou adaptar a proposta de negócio ao longo dos primeiros anos para conquistar espaço no mercado. “O primeiro projeto era só um sistema em um tablet, em que a pessoa editava a matrícula e tirava uma foto. A partir disso era possível imprimir o espelho do ponto ou exportar para uma planilha”, conta Godoy, CEO da startup.
De acordo com o fundador, a primeira premissa da empresa foi focar na redução dos custos de implementação e manutenção dos registros de ponto. Para validar a solução, a empresa cedeu gratuitamente o acesso ao serviço para 30 clientes, com o objetivo de coletar feedbacks antes do lançamento oficial. Os empreendedores notaram a necessidade de não apenas baratear, mas otimizar os processos para as empresas que muitas vezes não contavam com áreas específicas de recursos humanos.
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Atualmente, o Apponte.me fornece uma plataforma que dispensa relógios de ponto tradicionais e pode ser acessada em tablets e celulares para marcação de ponto e controle do colaborador. O RH ou o gerente da empresa conta com um acesso administrativo pelo aplicativo, onde é possível gerenciar bancos de horas, gerar relatórios e acompanhar dados em tempo real.
Segundo Godoy, a geração de valor do negócio a partir das facilidades disponibilizadas levou a startup a alcançar empresas cada vez maiores. “Nunca prospectamos grandes empresas, sempre focamos nos pequenos negócios, mas muita gente foi chegando por indicação. Aconteceu de o gerente de uma empresa de 30 funcionários migrar para uma empresa de mil e levar o Apponte.me, por exemplo. Além disso, algumas unidades franqueadas de uma marca contratavam e iam indicando”, comenta.
Hoje, a startup conta com uma carteira de clientes que vai de negócios com dois colaboradores a empresas que contam com mais de 200 CNPJs cadastrados no serviço de ponto digital. Entre as grandes redes estão Dia Supermercado, Subway e Giraffas.
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A startup afirma se diferenciar da concorrência pelo baixo custo — com planos a partir de R$ 4,90 por colaborador—, simplicidade da operação para os clientes e atendimento a empresas de qualquer porte, incluindo negócios com menos de 10 funcionário (quando o registro de ponto passa a ser exigido por lei no Brasil). Depois de perder cerca de 40% da clientela no primeiro ano de pandemia, a empresa vem faturando acima de R$ 1 milhão desde 2021, com a conquista de novos segmentos, que mantiveram o trabalho presencial mesmo durante o isolamento, como transportadoras.
Agora, a startup planeja aumentar o faturamento com a oferta de novos produtos, como vale-refeição, vale-transporte e outros benefícios a partir de um marketplace. “Nós começamos algumas parcerias em que diversos serviços para pequenas empresas poderão ser adquiridos com valores reduzidos em relação ao mercado tradicional. Uma das parceiras vende para o varejo benefícios com valor de atacado, possibilitando que as pequenas acessem condições semelhantes às alcançadas pelos grandes players”, diz o CEO.
Outro plano da empresa para impulsionar o faturamento é expandir a operação no mercado internacional. Atualmente, a startup está presente nos Estados Unidos, Canadá e Portugal, países alcançados partir do contato com brasileiros que atuam nas localidades. A expectativa é consolidar a presença sobretudo no mercado europeu a partir da inauguração de uma base da empresa em Portugal. Segundo Godoy, o projeto será estruturado até o final do ano, para ação a partir de 2025.
Em bootstrapping desde a fundação, a empresa não prevê rodadas de captação para expansão, mantendo o investimento com recursos próprios. Para 2024, a projeção de faturamento é de R$ 2,9 milhões, cerca de 30% de crescimento em relação ao ano anterior. Com a expansão de produtos e de mercado, a previsão é fechar 2025 com faturamento de R$ 4 milhões.
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