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Startup aposta em governança de dados para operadoras de saúde e fatura R$ 7,5 milhões

Startup aposta em governança de dados para operadoras de saúde e fatura R$ 7,5 milhões


Startup ajuda operadoras a melhorarem avaliação junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) A Blendus, healthtech especializada em governança de dados para operadoras de saúde, vem ampliando sua presença no setor ao facilitar o envio de informações regulatórias para a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Sediada em Florianópolis (SC), a startup nasceu da convergência entre a experiência em sistemas de informação e a vivência na área de saúde de seu fundador, Flávio Exterkoetter. Em 2024, a Blendus alcançará um faturamento superior a R$ 7,5 milhões.
Formado em sistemas de informação, Exterkoetter decidiu cursar medicina aos 36 anos e, nesse período, pecebeu a dificuldade das operadoras de saúde em atender às exigências regulatórias da ANS. “Eu tinha alguns clientes aqui em Florianópolis que enfrentavam dificuldades para encaminhar os dados de utilização do plano para a ANS. Em 2015, ajudei o primeiro a resolver o problema”, conta Exterkoetter.
O cenário se intensificou em 2018, quando a ANS alterou a metodologia de cálculo do Índice de Desempenho da Saúde Suplementar (IDSS), que passou a considerar diretamente a qualidade dos dados enviados pelas operadoras. A mudança trouxe impacto imediato ao setor. “Muitas operadoras que não tinham governança de dados viram suas notas despencar. Nós já tínhamos experiência nesse processo e vimos uma oportunidade de mercado”, afirma o empreendedor.
Para atender à nova demanda, ele estruturou oficialmente a Blendus no fim de 2018, iniciando com 10 clientes e ampliando rapidamente sua carteira nos anos seguintes. O modelo de negócio é baseado em uma plataforma SaaS que analisa e qualifica as guias de atendimento TISS (Troca de Informação em Saúde Suplementar), exigidas pela ANS.
As operadoras enviam os arquivos de forma antecipada, e os algoritmos da startup identificam inconsistências e cruzam os dados com informações de órgãos como o Conselho Federal de Medicina. “As inconsistências são classificadas por gravidade e indicam o que é uma não conformidade ou um erro que pode impactar o desempenho da operadora”, detalha o fundador.
Dessa forma, além de evitar multas, a Blendus também contribui para a imagem das operadoras, já que as notas do IDSS precisam ser divulgadas nos sites das empresas. Exterkoetter ainda explica que esse fator influencia em licitações públicas, uma vez que algumas exigem que a operadora tenha pontuação mínima de 0,7 no índice.
“A gente ajuda a tornar as informações em saúde mais confiáveis e qualificadas, o que contribui para decisões assertivas e para a melhoria da assistência à saúde dos beneficiários”, relata o empreendedor. Atualmente, com cerca de 22 colaboradores, a Blendus mantém um crescimento orgânico e não busca investimentos externos. “A gente trabalha muito com a questão de reinvestir aquilo que conseguimos faturar”, diz Exterkoetter, que atende operadoras em todo o país.
Em 2024, a healthtech registrou um aumento de 66% no faturamento em relação ao ano anterior e atingiu a marca de 100 clientes atendidos (hoje são 109), incluindo grandes operadoras como SulAmérica, Postal Saúde e Unimed. O tíquete médio é de R$ 6 mil, mas vária conforme o tamanho da empresa.
Hoje, a saúde suplementar brasileira conta com cerca de 50 milhões de beneficiários médico-hospitalares e 30 milhões exclusivamente odontológicos. Com mais de 900 operadoras ativas, o mercado se mostra promissor para a Blendus, que já tem como meta alcançar um terço desse segmento nos próximos dois anos. Para Exterkoetter, o diferencial está na especialização. “Escolhemos atuar em um nicho e nos aprofundamos nele. Costumamos brincar que queremos ser um peixe grande em um lago pequeno”.
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