Rede de franquias de moda agro fatura R$ 153 milhões com maioria das lojas no interior

TXC espera fechar 2025 com mais de 100 unidades e conquistar 3 mil pontos de vendas em todo país Focada no público apaixonado pelo universo rural e country, a marca de roupas TXC vem crescendo em cidades pequenas, longe das grandes metrópoles: das 56 lojas, somente duas estão localizadas em regiões com mais de 1 milhão de habitantes. A estratégia fez com que em 2024 a companhia faturasse R$ 153,5 milhões, um crescimento de 29,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A marca foi criada em 2015 pelo empreendedor Rubens Inácio, 39 anos, em Goiânia (GO), para ser vendida apenas dentro do Texas Center, uma loja multimarcas fundada em 2013 pelo próprio Inácio, em parceria com seu amigo Kaio César. No entanto, acabou ganhando vida própria pouco tempo depois.
Na época, o Texas Center tinha dificuldades para encontrar fornecedores em Goiânia e problemas com importação de produtos dos Estados Unidos. Além disso, em 2015, a loja foi roubada e perdeu mais de R$ 250 mil em estoque. O evento, embora traumático, serviu como um catalisador para a criação de algo maior: um complexo de 2,5 mil metros quadrados que hoje reúne moda, decoração, restaurantes e itens para esportes equestres.
A criação da TXC (que significa Têxtil Extra Company) foi uma estratégia para se diferenciar e diminuir a dependência de fornecedores externos. Quando teve a ideia, o empreendedor chamou seus vendedores Rafael Biazin e Antônio Neto, que entraram com a cartela de clientes e um investimento inicial de R$ 350 mil.
Aos poucos, a boa aceitação foi fazendo com que a TXC se tornasse independente. “Nosso cliente é do interior, onde tem a força do país. Eu sou de Redenção (PA) e lá tem um mercado tão rico e tão esquecido. Minha vivência me mostrou como deveria ser a TXC, eu queria ir na contramão e produzir para quem produz”, diz Inácio.
Hoje, o empresário tem 75% da TXC e do Texas Center. Além disso, tem participação em outros sete empreendimentos, que vão de criação de gado a imobiliária. A sua jornada empreendedora, no entanto, começou cedo: com 15 anos, Inácio vendia peças para máquinas no interior do Pará.
Natural de Anápolis (GO), o empreendedor se mudou com a família para Redenção ainda bebê, morou até os 17 anos, quando foi para Goiânia para estudar veterinária e administração. Após a faculdade, com 22 anos, voltou para o Pará e se envolveu na construtora da família por três anos. A experiência o impulsionou a voltar para Goiás, onde, com R$ 80 mil, um carro e uma égua, iniciou sua jornada na capital do agro.
Em Goiânia, Inácio entrou no ramo de alimentos, com produção de linguiças, e em seguida no mercado equestre, mas foi com a moda agro que ele realmente se encontrou. “A Texas era um sonho porque unia cavalo, moda e agro e foi ali que eu senti que cresceria e seria feliz. A TXC veio e complementou tudo isso por atender uma demanda do mercado”, conta o empreendedor.
TXC: de marca na prateleira à loja própria
Mesmo com o sucesso na Texas Center, Inácio tinha dificuldade de vender a TXC para outros lojistas, pois o produto remetia diretamente à loja. Assim, decidiram que seria uma boa ideia abrir lojas específicas para a TXC, para desvincular as marcas.
Em 2018, a marca de moda agro ganhou sua primeira loja própria, que demandou um investimento de R$ 250 mil. A demanda por expansão apareceu pouco tempo depois e levou Inácio a abrir novas lojas, inicialmente por meio de um modelo de licenciamento em 2021 e, posteriormente, com a criação de um sistema de franquias em 2022.
Atualmente, a TXC conta com 50 lojas, das quais cinco são próprias. A companhia está presente nas cinco regiões do Brasil, principalmente no Centro-Oeste (46%), Norte (13%) e Nordeste (12%). Além disso, a marca está presente em cerca de 2 mil multimarcas.
Com um tíquete médio de R$ 490 e um público majoritariamente masculino (70%), a TXC hoje vende roupas, calçados e acessórios. Todos são produtos exclusivos, mas com produção terceirizada.
Para investir em uma franquia TXC, o valor varia entre R$ 400 mil e R$ 600 mil, dependendo da praça, região e tamanho do espaço. A marca estima um prazo para retorno do investimento de 36 meses, sendo 5% em royalties e 1% em propaganda.
Initial plugin text
Futuro: levar o agro para a terra do country
Agora, a companhia está de olho na expansão internacional. Em 2024, a TXC inaugurou uma franquia no modelo store in store no Paraguai e têm buscado pontos estratégicos perto de fronteiras.
Além disso, a empresa está formulando uma estratégia para crescer com franquias nos Estados Unidos. “Já estamos padronizando toda a parte de produção, tags e etiquetas de acordo com as normas americanas”, diz Inácio.
A expectativa é fechar 2025 com mais de 100 unidades, principalmente no Sul e Sudeste, e conquistar 3 mil pontos de vendas em todo país, projetando um crescimento anual de cerca de 40%.
“Diversos eventos de tendências da moda mostraram que o estilo agro vem forte para 2025. É o momento de nos consolidarmos onde já somos fortes e conquistarmos novos públicos”, destaca o empreendedor.
Quer ter acesso a conteúdos exclusivos da PEGN? É só clicar aqui e assinar!
