Rede de consertos e costura de roupas express fatura mais de R$ 3 milhões e foca em expansão com franquias

A Tem Jeito nasceu em Campina Grande, na Paraíba, e já conta com unidades em Pernambuco e Ceará Campina Grande (PB) foi berço para o nascimento da Tem Jeito, rede de consertos e costura de roupas express, que hoje conta com unidades em Pernambuco e Ceará. Fundada em 2015 por Evandro de Macedo Filho, 30 anos, a empresa expandiu rapidamente no estado, graças ao diferencial do serviço rápido, e tem alcançado novas praças como franqueadora.
Administrador formado pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Macedo Filho teve o insight para a Tem Jeito no dia a dia da loja de roupas da mãe, onde começou sua carreira e aprendeu sobre gestão. Ainda adolescente, já se envolvia em tarefas menores, como depósitos e até conferência de caixa. Com os anos, percebeu a demanda frequente por ajustes rápidos em roupas recém-compradas.
Por trás disso, havia um problema maior: raramente as entregas ocorriam nos prazos acordados, questão que se mostrou comum em toda a área de atuação da Tem Jeito. “As costureiras não conseguiam ter uma gestão eficaz para o cumprimento dos prazos desses pequenos consertos”, explica.
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Com uma visão clara do potencial do negócio e muitas pesquisas, o empreendedor estruturou a empresa e inaugurou sua primeira unidade no Shopping Luíza Motta, em Campina Grande.
“Minha mãe tinha um espaço alugado que era apenas depósito da loja dela, com fachada adesivada, fazendo propaganda. Eu comprei dela em 10 vezes, começando a pagar no ano seguinte – coisas de mãe para filho”, relembra.
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Desde o início, a qualidade dos serviços foi prioridade. Evandro contratou uma costureira renomada na cidade para ajudar a estabelecer os padrões de excelência da empresa. “Ela sempre foi criteriosa e observadora, priorizando a alta qualidade dos serviços oferecidos e foi quem me ajudou a chegar ao nível de qualidade dos serviços que temos hoje”, conta.
A Tem Jeito rapidamente se destacou pelo serviço de conserto de barras de calças em apenas uma hora. A demanda cresceu e, em oito meses, a sede da rede já havia aumentado de tamanho. Pouco tempo depois, uma segunda unidade foi inaugurada em João Pessoa, na capital paraibana, a cerca de 130 quilômetros da matriz.
O sucesso dessas primeiras unidades levou ao investimento no modelo de franquias, vislumbrando uma expansão rápida e eficaz.
Hoje, a rede conta com 16 lojas, sendo 10 abertas e 6 em implantação. Das unidades em operação, 5 são próprias e 5 são franquias. Na Paraíba, há lojas em Campina Grande (3 unidades próprias) e em João Pessoa (1 unidade própria e 2 franquias).
Já Pernambuco conta com lojas em Recife (1 unidade própria e 1 franqueada), enquanto o Ceará tem unidades em Fortaleza (franquia) e Juazeiro do Norte (franquia). Há ainda 6 em implantação: 2 lojas próprias (Recife e Campina Grande) e 4 franquias (João Pessoa, Recife, Caruaru, Juazeiro do Norte).
O catálogo vai além dos consertos de roupas. “Nossos principais serviços são pequenos reparos, como ajustes e barras em uma hora, mas estamos aptos a atender desde uma simples troca de botão até a reforma de um vestido de noiva”, explica Evandro. Em média, os serviços mais solicitados custam entre R$ 30 e R$ 35.
A empresa também se adaptou à crescente demanda por personalização de roupas, oferecendo customizações que variam de abadás a aplicações de pedrarias em vestidos de festa.
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Durante períodos de alta demanda, como o Carnaval, a loja realiza operações especiais de atendimento. “Fizemos uma em Recife, em que as lojas ficaram abertas até as 22h”, comenta Evandro.
A empresa oferece descontos para clientes com grande quantidade de roupas para ajuste, como aqueles que perderam peso devido a cirurgias bariátricas. Também mantém parcerias fixas com lojas que demandam ajustes constantes.
Hoje, a Tem Jeito gera aproximadamente 50 empregos diretos apenas nas unidades em funcionamento. A estrutura de equipe e equipamentos varia conforme o porte da loja. O modelo tradicional precisa de, pelo menos, 5 máquinas e 3 pessoas no time; enquanto a Express necessita de 2 máquinas e 1 funcionário.
Para ser franqueado, a Tem Jeito exige que o candidato tenha alguém para operar o negócio, mesmo que sejam dois sócios — no caso, um operador e um investidor. “O operador precisa ser disciplinado, resiliente e ter alinhamento cultural com os valores da marca”, acrescenta o CEO.
O investimento inicial parte de R$ 129 mil, incluindo equipamentos, máquinas de costura, enxoval inicial, projeto arquitetônico, taxas de franquia e de implantação, mobiliário, material visual e fachada, além do marketing de lançamento. A loja em formato express, que custa a partir de R$ 79 mil, só é vendida para franqueados que têm a loja maior, uma vez que toda a produção é centralizada ali.
Lojas com tamanho padrão devem ter entre 22 m² e 40 m², enquanto as unidades express precisam de 6 m² a 10 m². A rede cobra taxa de marketing de 2% sobre o faturamento, após três meses, enquanto a taxa de royalties é de 6%. O faturamento médio esperado é de R$ 40 mil, com lucro líquido previsto de 20% a 30%. O tempo de retorno do investimento é projetado para 18 a 24 meses e o contrato mínimo de franquia é de cinco anos.
Em 2023, a rede faturou R$ 3 milhões. Para este ano, a expectativa é atingir R$ 5 milhões. Ainda para 2024, além das seis unidades em implantação, há expectativa de abrir pelo menos outras duas, totalizando 9 lojas novas e dobrando o tamanho da rede.
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