Montreal anuncia fundo de R$ 30 milhões para investir em startups early stage

Corporate Venture Capital da empresa de tecnologia da informação procura negócios nos estágios pré-seed e seed A Montreal, empresa de tecnologia da informação, anunciou nesta quinta-feira (10/10) o lançamento de seu fundo de corporate venture capital, o Montreal Ventures. O veículo conta com R$ 30 milhões para investir em startups em estágio inicial, com foco em govtechs, idtechs, cibersegurança, inteligência artificial e internet das coisas (IoT).
Com 38 anos de existência, a Montreal oferece soluções de biometria, data center, service desk, digital print, software house e squads ágeis de inovação. Com escritórios em sete capitais, a empresa tem 4,5 mil colaboradores e projeta faturamento de R$ 550 milhões neste ano.
“Tivemos a missão de empreender internamente ao longo da jornada. Com o amadurecimento do mercado de startups no Brasil, percebemos a necessidade de estruturar a nossa área de investimentos. Não vamos competir pelo dinheiro, mas podemos agregar a esses negócios, trazer as soluções para uso real e concreto”, afirma Eduardo Coutinho, CEO da Montreal.
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O executivo conta que a empresa está estudando o mercado desde 2022. A primeira aproximação com uma startup aconteceu em fevereiro deste ano, quando a Montreal anunciou um investimento na traveltech Local, em troca de 25% da empresa. O processo precisou ser interrompido após a due diligence porque as informações não correspondiam ao que havia sido dito no início.
A Montreal contratou uma empresa estrangeira para ajudar na estruturação dos processos do fundo. “Como a tecnologia avança em ritmo acelerado, fazia sentido ter um veículo para fortalecer os negócios, mantendo a área interna de pesquisa e desenvolvimento, sendo mais um dos braços para somar na estratégia de longo prazo da companhia”, pontua Vinícius Marcílio, head de corporate venture capital da Montreal Ventures.
Com R$ 30 milhões aprovados em conselho, o primeiro fundo vai investir em startups que estejam nos estágios pré-seed e seed. A gestão será feita pela própria Montreal. Os cheques vão variar de acordo com a maturidade dos negócios e a sinergia com o portfólio da companhia – o tamanho dos aportes não foi divulgado, mas os executivos afirmam que não existe uma visão de desinvestimento em período determinado de tempo.
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“Temos grande penetração na oferta de serviços para órgãos do governo e bancos. Estamos olhando para startups que usem IA na concepção, como facilitador na construção do negócio. Em termos amplos, a tese é focada em govtechs e idtechs. O papel da Montreal é ser um parceiro de mitigação de risco tecnológico”, afirma Marcílio.
O capital também poderá ser direcionado para follow-ons nas startups que venham a integrar o portfólio, além de eventuais aquisições. Parte será reservada para investimento minoritário em startups mais distantes do core business.
Coutinho acredita que o primeiro investimento deve ficar para 2025, por causa do estágio das conversas com potenciais investidas. O fundo também aposta na parceria com hubs e aceleradoras para se aproximar do ecossistema. “Não queremos mais cometer erros, não estamos com pressa. Queremos trazer bons fundadores para perto. Não é para botar dinheiro na startup e ficar cobrando relatório, é para trazer para dentro do nosso negócio”, finaliza o CEO.
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