Mombak garante R$ 160 mi com BNDES; aportes com participação de CVCs caem 73%: os destaques da semana no ecossistema

Startup de reflorestamento já assinou contratos de compensação de carbono com Microsoft e McLaren A Mombak, fundada por Peter Fernandez, ex-CEO da 99, e Gabriel Silva, ex-CFO do Nubank, segue atraindo capital para a sua tese de reflorestamento de áreas de pastagens degradadas para remoção de gás carbônico da atmosfera. Desta vez, a startup recebeu um financiamento de R$ 160 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
A semana também contou com o anúncio de outros investimentos, como o da cellva ingredients, que produz gordura suína em laboratório para o setor alimentício.
Nesta edição da newsletter, você ainda confere os novos números sobre a participação de corporações em rodadas de investimentos em startups brasileiras, divulgados por Sling Hub e Alya Ventures.
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Boa leitura!
Aportes
Mombak. A startup de reflorestamento para créditos de carbono garantiu um financiamento de R$ 160 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Fundada há três anos, a Mombak vai direcionar o capital para comprar áreas degradadas em municípios do Pará. No passado, a startup atraiu US$ 120 milhões para o seu primeiro fundo de reflorestamento. Dois acordos de fornecimento de crédito de carbono foram assinados: com Microsoft e McLaren.
TudoNoBolso. A recém-lançada fintech que pretende conceder crédito consignado privado e outros benefícios com orientação financeira aos funcionários das empresas conveniadas anunciou a injeção de R$ 10 milhões do fundo PJM Investimentos, de Pedro Moll, acionista e conselheiro da Rede D’Or São Luiz de Hospitais. O capital foi direcionado para a constituição da empresa, com a contratação de pessoas e desenvolvimento de produtos e sistemas. Na fase inicial, a startup está focada em atrair médias e grandes empresas como clientes.
cellva ingredients. Dedicada ao desenvolvimento e produção de bioingredientes alimentares, como gordura suína cultivada em laboratório para uso em margarinas, embutidos e confeitaria, a startup anunciou a captação de R$ 8,5 milhões com os fundos Proveg, Rumbo Ventures, AirCapital, Fundepar e EA Angels, e outros 151 investidores na plataforma Captable. O capital será usado para ampliar a infraestrutura, contratar funcionários e aumentar a capacidade produtiva, com o objetivo de chegar a 10 toneladas por mês até o início de 2026.
Miglia. Com a tecnologia para o desenvolvimento de motores elétricos de alta potência para drones agrícolas, a startup atraiu um cheque de R$ 3 milhões de um empresário gaúcho do setor de tecnologia, cujo nome não foi divulgado. Fundada pelos irmãos Lucas e Rafael Migliavacca Esperança em 2019, a Miglia surgiu para desenvolver motos elétricas, mas pivotou para a fabricação de sistemas de potência elétricos utilizados por drones de carga e pulverização, com foco no agro. O aporte será utilizado para pesquisa e desenvolvimento, e contratação de equipes de engenharia, produção e comercial.
Basemaker. A adtech, que promove aluguel das audiências hipersegmentadas de influenciadores digitais para marcas que desejam aumentar a performance de campanhas específicas, concluiu sua segunda rodada de investimentos, levantando R$ 1,7 milhão. A liderança foi da DOMO.VC, e os fundos Anjos do Brasil e Antler acompanharam. O valor será direcionado para desenvolvimento do produto, com o objetivo de atrair mais influenciadores e empresas para a plataforma. Mais de 3,5 mil criadores de conteúdo já fazem parte da base, e 300 empresas já contrataram o serviço da startup.
Cheques corporativos
A segunda edição do relatório Corporate Investments in the Brazilian Ecosystem 2023 trouxe novos números sobre a atuação de empresas em rodadas de investimentos realizadas por startups no país. Um dos dados mostrou que os aportes levantados com a participação de corporações somaram US$ 400 milhões no ano passado, uma queda de cerca de 73% em relação a 2022 e metade do que foi aportado por fundos de corporações (CVC) em 2019, antes da pandemia.
O estudo foi lançado pela plataforma de dados Sling Hub e pela Alya Ventures, gestora especializada em corporate venture capital. Ao todo, as startups brasileiras fizeram 508 rodadas em troca de equity em 2023, 27% a menos do que em 2022 e 1% maior do que em 2019. As corporações participaram de 53 rodadas em 2023 – 44% a menos do que em 2022, mas 18% a mais do que em 2019.
O ranking com as três corporações que investiram mais ativamente em startups em 2023 segue dominado por empresas do setor financeiro. BTG Pactual liderou, participando de 10 rodadas, seguido por Bradesco – que ocupou o primeiro lugar em 2022 –, com cinco aportes, e um empate no terceiro lugar: Banco do Brasil, Dexco, EDP e Vivo fizeram três investimentos cada uma.
Novas investidas
O fundo global de venture capital Antler selecionou oito startups para o seu quarto ciclo de investimentos no Brasil. Os cheques em torno de US$ 125 mil, somando US$ 1 milhão (R$ 5,2 milhões), foram aportados em negócios nascidos ou desenvolvidos durante março e junho de 2024. São eles: Agrovisia, Elephan, Futuriza, Kolek, Machina Sports, Tistto, ViaVan e Vulkan.
A Antler recebeu 2 mil inscrições para a quarta edição da residência e selecionou 79 empreendedores que conviveram durante 10 semanas, participando de workshops e mentorias com agentes do ecossistema de inovação. O processo gerou a fundação de 34 startups, das quais 12 foram convidadas a participar do comitê de investimentos para apresentar seus pitches.
“Eu vejo cada vez mais o pragmatismo nas pessoas, a evolução de residência para residência é muito grande. Os empreendedores estão pensando em negócios que realmente podem conseguir uma certa tração porque o momento do venture capital no Brasil mudou. As startups estão demorando muito mais para levantar uma rodada, então elas precisam monetizar para sobreviver”, comenta Carolina Strobel, sócia-fundadora da Antler Brasil.
Na matéria publicada no site, contamos a história de duas selecionadas: Elephan e Futuriza. Clique aqui para conhecer.
Mais um M&A
A Sankhya anunciou mais uma aquisição: a escolhida da vez foi a healthtech especializada em saúde ocupacional e admissão digital Vixting. Essa é a oitava startup adquirida pelo grupo nos últimos quatros anos, sendo três só em 2024. A negociação durou em torno de um ano, e o valor da transação não foi divulgado. Segundo Denisson Felipe, cofundador e CTO da Vixting, a startup seguirá independente em sua atuação e operação, mantendo os 96 colaboradores, o nome e a sede da empresa, em São Paulo (SP). Fundada em 2019, a healthtech atende mais de 300 empresas e tem em seu portfólio nomes grandes como Ambev, Smartfit, Stone, Pernambucanas e Domino’s. Em 2023, integrou a lista 100 Startups to Watch.
Oportunidade
Aceleração. O hub de inovação Instituto Caldeira está recebendo inscrições para as novas turmas de seus programas de aceleração. O Kickstart está na segunda edição e é direcionado para quem está no início da jornada. 25 pessoas empreendedoras serão selecionadas para participar de workshops e conversas com especialistas. Interessados podem se inscrever pelo link até 26 de setembro. Já o MVP, em sua quinta edição, é voltado para startups que estejam em fase de validação do produto e recebe inscrições até 18 de setembro pelo site. 20 empresas serão escolhidas para passar pelo processo de aceleração por três meses.
Curtas
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