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Misyu surgiu para facilitar trâmites no fim da vida e perpetuar lembranças

Misyu surgiu para facilitar trâmites no fim da vida e perpetuar lembranças


Com 6 mil assinaturas e previsão de dobrar a carteira em breve, a expectativa é faturar R$ 1 milhão até 2025 Perder o pai e ouvir a voz dele em uma mensagem de secretária eletrônica, quatro anos depois, foi o evento que levou Mario Cassio Mauricio, 54 anos, a fundar a Misyu. Não havia um recado específico para ele naquela gravação, e a ausência sentida na experiência após o falecimento do patriarca, ocorrida havia mais de duas décadas, foi o pontapé para ele empreender e criar uma plataforma que armazena e entrega mensagens, mesmo (e principalmente) pós-morte.
“Percebi duas realidades importantes: de um lado há as famílias, que não estão preparadas para esse momento e os trâmites operacionais e legais para o sepultamento; e de outro, que a presença poderia ter continuidade, mesmo por mensagens póstumas”, argumenta o empreendedor que, por ser o filho mais velho, acabou assumindo todas as tarefas burocráticas à época.
Atualmente, a plataforma totalmente online da Misyu permite que seus usuários criem e armazenem mensagens, com fotos e arquivos, revelando-as de forma confidencial apenas a destinatários escolhidos pela pessoa em vida e em datas previamente agendadas. O serviço ainda permite arquivar testamentos, apólices de seguro e manter orientações sobre doação de órgãos, por exemplo, promovendo um planejamento sucessório detalhado.
Além do idealizador, que é o CEO, a empresa conta com outros sócios, esposa de Mauricio, Isabella Wanderley, seu filho Cassio, e os cofundadores, Carlos Evelyn (atualmente CFO) e André Neves (CTO), que possuem contratos de vesting.
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Evolução e pilares do negócio
A Misyu é uma evolução do projeto Meu Último Desejo, lançado em 2018, com foco no envio de recados póstumos. A plataforma e a missão da empresa evoluíram e três anos depois deram origem à Misyu. Parte dessa transformação e crescimento veio da pandemia, quando o momento sensível de incertezas, a maior percepção sobre finitude e, sobretudo, perdas evidenciou a importância de se planejar para o futuro e lidar com a saudade de forma atemporal.
A plataforma, que já é multilíngue, está disponível em português, espanhol e inglês, mas pode ser facilmente adaptada para outros idiomas, já que uma das propostas é tornar o serviço internacional
Inicialmente focada em um público acima dos 50 anos, a Misyu passou a alcançar pessoas a partir dos 30 anos. Esse rejuvenescimento da base de usuários foi impulsionado pela pandemia e pelo crescimento do mercado de seguros de vida, setor no qual o negócio tem muitos clientes.
A maioria dos usuários atuais (37,81%) têm entre 41 e 50 anos, seguida por 27,15% com idades entre 31 e 40 anos e 13,45% estão acima de 61 anos. Sabe-se também que cerca de 60% dos usuários são mulheres.
Atualmente, a plataforma tem mais de 6 mil assinantes, com expectativa de dobrar esse número até o final de 2024. O modelo de negócios inclui tanto o B2C — com assinatura mensal com preço único de R$ 9,99 — quanto o B2B2C, oferecendo a Misyu como benefício agregado a produtos de segurados de vida e previdência.
A empresa usa criptografia em todos os conteúdos, que são divididos em categorias: mais de 40% são mensagens para matar a saudade, 22% são póstumas e 5% são cápsulas do tempo.
Com investimento superior a R$ 1 milhão, considerando todos os aportes feitos pelos sócios, a meta é superar o valor investido em faturamento até 2025, graças à consolidação da presença nacional e expansão para outros mercados.
“Operamos somente no Brasil, mas temos contatos com seguradoras na América Latina que manifestaram interesse para implantar a Misyu em suas operações. Em 2020, fomos selecionados pela MAPFRE, na Espanha, como inovação mundial, o que mostra o potencial global da nossa solução”, comenta Mario Cassio Mauricio.
Também está prevista para um futuro breve a integração de novos serviços, como suporte a questões jurídicas de testamentos e inventário.
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