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Maturidade digital dos pequenos negócios no Brasil ainda é baixa, mostra estudo

Maturidade digital dos pequenos negócios no Brasil ainda é baixa, mostra estudo


Pesquisa feita por ABDI e Sebrae ouviu mais de 6 mil negócios. Empresas de pequeno porte apresentam a maior maturidade Em uma escala que varia de 0 a 80 pontos, o índice de maturidade digital dos pequenos negócios brasileiros em 2024 é de 35 pontos. O dado faz parte de uma pesquisa feita pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e pelo Sebrae, que PEGN noticia com exclusividade.
O levantamento ouviu 6.933 negócios em todo o país. As empresas de pequeno porte (EPPs) apresentam a maior maturidade, com pontuação de 42, seguidas das microempresas (ME), com 40 pontos, e dos microempreendedores individuais (MEI), com 31.
“A pesquisa revela que os pequenos negócios no Brasil ainda estão em estágio inicial de maturidade digital. Mais do que desafios, as constatações apontam oportunidades, pois demonstram que há um grande espaço para que essas empresas adotem tecnologias digitais. É crucial imprimir velocidade a esse processo”, afirma Adryelle Pedrosa, gerente da unidade de transformação digital da ABDI.
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Foram entrevistados pequenos negócios de três setores, que apresentaram graus de maturidade digital semelhantes: comércio é o mais evoluído, com 36 pontos, seguido por serviços (35) e indústria (34).
A região Sul é a que reúne as empresas com maior maturidade digital, registrando 36 pontos, mas não há grande disparidade entre as regiões: Nordeste (35), Sudeste (34,5), Norte e Centro-Oeste (34,3).
20 itens foram analisados em uma escala de 0 a 4 pontos, sendo o acesso a internet de alta velocidade, com média de 3,2 pontos, o com maior pontuação: 86% dos pequenos negócios ouvidos responderam que têm acesso, o que mostra a expansão da cobertura de internet no país.
Por outro lado, a cultura para fomentar a inovação internamente ainda está longe de ser implementada nos pequenos negócios: o item com menor pontuação foi “funcionários contribuem com sugestões para o desenvolvimento de produtos e serviços”, com nota média de 0,9 pontos – 73% dos entrevistados não têm procedimentos formais para que os colaboradores façam essas sugestões.
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A busca por inovação por meio de parcerias com outras empresas, startups ou centros tecnológicos também é baixa. 74% dos entrevistados afirmaram não desenvolver produtos ou serviços em cooperação.
O estudo ainda mostra que 65% dos participantes não vendem seus produtos em plataformas digitais ou e-commerce próprio e que 62% não utilizam sistema de gestão para integrar os dados de todas as áreas do negócio. “Diante dos resultados da pesquisa, fica claro que é preciso apoiar a transformação digital dessas empresas a fim de assegurar a sua inserção nessa nova realidade econômica”, pontua Ricardo Cappelli, presidente da ABDI.
56% dos participantes não utilizam ferramentas de atendimento automatizado, como chat de WhatsApp com respostas automáticas ou perguntas frequentes. Quanto ao uso de informações como histórico de compras para oferecer produtos e serviços diferenciados, o estudo mostra um empate técnico: 45% não usam e 46% usam. 51% disseram que monitoram as redes sociais para saber o que os clientes pensam.
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