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Marketplace: 6 pontos de atenção para escolher a plataforma de vendas para o seu negócio

Marketplace: 6 pontos de atenção para escolher a plataforma de vendas para o seu negócio


Entender o público-alvo e os tipos de produtos mais vendidos em cada plataforma é fundamental para ser assertivo nas vendas Vender o produto em um marketplace traz algumas vantagens para o empreendedor que quer aumentar seus canais de venda. Segundo o relatório Webshoppers de 2023, da NIQ Ebit, 84% dos lojistas que vendem pela internet estão presentes em marketplaces.
“É uma plataforma acessada por muitos consumidores, então o produto ou serviço ganha muita visibilidade. Dependendo da plataforma, o consumidor já tem maior confiança na credibilidade e é mais fácil converter a venda”, diz Pedro Ferreira, docente do Senac EAD.
Apesar das vantagens, o modelo de vendas exige atenção, lembra Eder Max, consultor de negócios do Sebrae-SP. “Quando um cliente compra algo no marketplace, ele lembrará da plataforma e não necessariamente da marca ou do vendedor. É Importante que o empreendedor desenvolva canais de venda próprios que fortaleçam o seu negócio”, sugere o consultor.
Com diversas opções de plataformas no mercado, o empreendedor deve ficar atento para escolher o marketplace que mais se adequa à sua operação. Veja como em 6 passos:
1. Entenda o público-alvo
O primeiro passo é entender se o seu público-alvo está naquele marketplace, dizem os especialistas. O consultor do Sebrae salienta que algumas plataformas já têm particularidades que os consumidores estão acostumados.
“Por exemplo, o Elo7 é mais famoso por peças de artesanato, a Shopee por vestuário e a Amazon por produtos comerciais”, afirma o consultor — que sugere análise dos dados. “Muitas plataformas já disponibilizam informações sobre volume de vendas e quais produtos são mais comercializados.”
2. Conheça as políticas do marketplace
É preciso entender todos os custos e políticas do marketplace. Enquanto algumas plataformas estipulam uma mensalidade, outras cobram uma comissão por venda.
Outro ponto de atenção é em relação a logística — e quais etapas serão responsabilidade do empreendedor e o que será realizado pela plataforma. “No caso de devolução de um produto, qual será o custo? Quais são os suportes oferecidos pelo marketplace?”, questiona Ferreira, do Senac.
Max, do Sebrae-SP, alerta que o empreendedor deve ficar atento nos casos em que decidir armazenar o produto no estoque do marketplace, prática que pode ser um grande benefício para os empreendedores. Caso o produto não seja vendido, ele ficará “encalhado” — e será cobrado o valor de armazenamento. “É importante saber quanto isso custa antes de apostar em um volume de vendas no marketplace que pode não existir”, diz.
3. Considere a reputação da empresa
O empreendedor também deve apostar em pesquisar a reputação das plataformas e ver quais são as principais reclamações dos vendedores.
Max diz que existem marketplaces mais conhecidos e que estão em operação há muitos anos, então não existe muita desconfiança em relação a sua operação. “No caso de uma plataforma desconhecida, porém, é importante fazer pesquisas detalhadas para entender se é uma plataforma confiável.”
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4. Planeje a precificação e margem de lucro
Depois de analisar os custos de venda no marketplace, o empreendedor deve medir o quanto isso impacta a sua margem de lucro e qual deverá ser o valor cobrado do cliente caso ele opte por aquela plataforma. “Se a taxa paga à plataforma for muito alta, o empreendedor terá que aumentar o valor do produto e perderá vendas”, diz o professor do Senac.
Segundo Max, os empreendedores devem priorizar vender itens que eles são os próprios fabricantes para ter garantia de lucro mesmo com repasse ao marketplace. “No caso de uma revenda, o produto deve ter uma margem muito relevante para compensar. Um exemplo é a aposta em itens importados a um preço muito baixo.”
5. Aposte em mais de um marketplace
O empreendedor ainda pode optar em vender em mais de um marketplace. A prática, porém, exige cuidado. “Cada plataforma terá uma regra diferente relacionada a frete, pagamento, imagem, descrição do produto, etc. Então, é preciso dominar essas regras e fazer uma gestão financeira com um bom controle de quanto está sendo vendido em cada marketplace para não se confundir”, diz o consultor do Sebrae-SP.
6. Metrifique para avaliar o que dá certo
Após colocar o seu produto ou serviço à venda, o empreendedor deve ficar de olho nas métricas para entender o impacto no negócio — e se houve um crescimento significativo. Entre os indicadores a serem analisados estão o volume de vendas, o tíquete-médio e o Retorno Sobre o Investimento (ROI).
Max lembra sobre a importância de acompanhar os feedbacks e avaliações na plataforma para ver se vale a pena continuar utilizando aquele marketplace ou optar por outro. “Pode ser que o cliente goste do produto, mas reclame da entrega realizada pela plataforma. Às vezes, o empreendedor opta pelo marketplace pensando que facilitará sua logística e entrega, mas ocorre o contrário. É preciso se atentar a isso, já que são fatores que impactam a satisfação do cliente.”
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