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Maioria dos negócios preenche lacuna do mercado

Maioria dos negócios preenche lacuna do mercado


Empreendedorismo por oportunidade caracteriza grande parte dos exemplos brasileiros A maioria dos empreendedores brasileiros – 61,4% deles em 2023 – tem um aspecto em comum: o empreendedorismo por oportunidade. São pessoas que resolvem uma lacuna do mercado.
É o caso da paulistana Thais Ramos, 39 anos. Ao fazer sua transição capilar – processo que vai da interrupção do alisamento dos fios à recuperação total do cabelo natural -, não encontrou no Brasil apliques e extensões para fios crespos. Em 2016, ao lado do companheiro, Alvaro Galeano, investiu R$ 50 mil para importar cabelo natural e fundar o e-commerce De Benguela.
A matéria-prima vem dos Estados Unidos e é transformada em diferentes tipos de alongamento no Brasil. “No caso da pessoa que raspou o cabelo, temos uma ‘lace’ que imita o couro cabeludo. Para quem fez relaxamento, oferecemos mechas para preenchimento.”
Em 2020, a empresa passou a oferecer também itens cosméticos. Atualmente, a De Benguela tem lojas físicas em Curitiba (PR) e São Paulo (SP). A empresa faturou R$ 6,5 milhões em 2023 e pretende chegar a R$ 8 milhões neste ano.
Maria Eduarda Camargo, 28 anos, iniciou a marca de calcinhas absorventes Pantys para auxiliar mulheres que, assim como ela, sentiam desconforto ao usar absorventes tradicionais. “O mercado de menstruação e higiene íntima tinha ficado parado no tempo”, afirma Camargo, que fundou a empresa ao lado da tia, Emily Ewell.
Maria Eduarda Camargo e Emily Ewell: Pantys produz 70 mil itens por mês
Tomás Arthuzzi/PEGN
Desde agosto de 2017, a empresa já lançou 34 linhas de produto, incluindo calcinhas estampadas, cuecas boxer para homens trans, sutiãs para amamentação e vestuário para incontinência urinária. Produz cerca de 70 mil itens por mês.
A marca tem três lojas físicas – duas na capital paulista e uma em São Roque, no interior do Estado. Atualmente, 10% das vendas vêm dessas unidades, 70%, do e-commerce e 20%, de varejistas como Farm, Amaro e Raia Drogasil.
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Desde 2021, oferece entregas internacionais no e-commerce. “Também vendemos nas lojas Galeries Lafayette, em Paris [França], e De Bijenkorf, em Amsterdam e Rotterdam [Holanda]”, diz Camargo. A startup começou a dar lucro seis meses após a fundação e cresceu com capital próprio.
O baiano Paulo Barros, 64 anos, apostou no franchising para expandir seus negócios. Ele é dono de sete franquias da Casa do Construtor, de aluguel de equipamentos para construção civil, na região de Feira de Santana (BA).
Barros iniciou sua trajetória empreendedora, em 1984, com uma padaria. Sete anos depois, criou uma loja de variedades. Em 2014, comprou a primeira franquia da Casa do Construtor, por R$ 600 mil, com recursos próprios. “Era um dos segmentos mais promissores da economia.”
Depois de repassar o negócio de variedades e abrir a segunda franquia, também com capital próprio, Barros fez um empréstimo de R$ 400 mil em 2017 para investir em uma terceira unidade. Foi a única vez que precisou recorrer a crédito. “Não foi uma boa experiência”, afirma.
O maior desafio, porém, veio em 2020. O empreendedor teve covid-19 e ficou internado com 75% do pulmão comprometido. “Controlava o financeiro na cama do hospital, quase quebramos”, relembra. Hoje, emprega 80 pessoas e deve terminar o ano com faturamento de R$ 12 milhões.
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Eduardo Vieira, 44 anos, lançou-se na atual empreitada, a Pipoca da USP, por uma urgência familiar. Seu pai, Luiz da Silvia, tinha um carrinho de pipocas na Universidade de São Paulo. Em 2017, quando Silva descobriu um câncer, Vieira deixou a oficina mecânica que administrava para assumir o pequeno empreendimento. O pai morreu no ano seguinte, aos 71 anos.
Hoje, Vieira toca o ponto de venda, que tem ponto fixo no bairro do Jaguaré (zona oeste de São Paulo), com a ajuda da esposa, Cintia Pereira, 40 anos. O negócio foi formalizado como microempreendedor individual (MEI). Além da pipoca simples e da tradicional com provolone, vende o quitute com essência de coco e mais 12 sabores gourmet.
O plano é inaugurar um salão físico no final de novembro. “O dinheiro é curto e estamos reformando aos poucos. Quero receber meus clientes com mais conforto”, afirma Vieira.
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