Macarrão instantâneo usado em desafios nas redes sociais é alvo de recall por risco de intoxicação aguda

Agência de saúde da Dinamarca ordenou que as lojas retirassem os produtos das prateleiras e incentivou consumidores locais a descartá-los ou devolvê-los Um macarrão instantâneo se tornou viral nas redes sociais pelo sabor apimentado, com internautas se desafiando a experimentá-lo. O produto, porém, levantou preocupações por parte da autoridade de segurança alimentar da Dinamarca, que ordenou que pacotes de macarrão instantâneo Buldak, da sul-coreana Samyang, fossem retirados das prateleiras no país na terça-feira (11/6). O motivo seria o risco de “intoxicação aguda”.
O recall afeta três produtos importados: Samyang Buldak 3 x Spicy & Hot Chicken, Samyang Buldak 2 x Spicy & Hot Chicken e Samyang Buldak Hot Chicken Stew, diz o comunicado da Danish Veterinary and Food Administration.
A agência ordenou que as lojas retirassem os produtos das prateleiras e incentiva os consumidores a descartá-los ou devolvê-los ao local em que compraram.
O produto tornou-se viral em plataformas como TikTok e Instagram. “O desafio envolve tolerar o alto teor de capsaicina do molho de pimenta da sopa. No entanto, o teor de capsaicina é tão alto que pode representar um perigo para a saúde”, disse a autoridade alimentar dinamarquesa.
Macarrão instantâneo Buldak, da sul-coreana Samyang
Divulgação
Usuários brasileiros também chegaram a experimentar o produto e compartilhar nas redes sociais. “Encostou na língua e já queima na hora”, disse uma usuária, que relatou que seus lábios ficaram vermelhos e incharam. A publicação teve quase 500 mil visualizações.
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“O pimentão em grandes quantidades representa um risco para as crianças e, em particular, para os adultos frágeis. Os possíveis sintomas incluem queimação e desconforto, náuseas, vômitos e pressão alta”, afirma Henrik Dammand Nielsen, chefe da entidade, em comunicado à imprensa.
Segundo a Newsweek, a Samyang disse que entendia que o recall do produto estava relacionado ao conteúdo de especiarias e não à qualidade do macarrão. A organização alega ser a primeira vez que um de seus produtos foi recolhido por esse motivo.
PEGN procurou a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esclarecer se haverá recomendações ou medidas relacionadas ao produto no Brasil e aguarda retorno.
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