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Krispy Kreme terá 1ª loja-conceito no Brasil, vizinha à Faria Lima e com fábrica de donuts 24 horas

Krispy Kreme terá 1ª loja-conceito no Brasil, vizinha à Faria Lima e com fábrica de donuts 24 horas


Filial será inaugurada em SP até junho, com maquinário comparável ao da unidade da Times Square, em NY. Fruto de parceria com AmPm, rede de lojas de conveniência da Ipiranga Pouco mais de um ano após anunciar que chegaria ao Brasil, a Krispy Kreme — rede americana de donuts, rosquinha de massa açucarada e com cobertura — está perto de concluir as obras de sua primeira unidade no país, que abre em São Paulo no início do trimestre que começa em abril. A filial será uma loja-conceito, contando com uma fábrica, estratégia para alimentar a expansão numa espiral geográfica e cumprir sua principal promessa: donuts frescos, assados e vendidos num mesmo dia.
É mais uma das grandes multinacionais do food service (segmento de refeições fora de casa) a tomar o caminho do Brasil tal como formigas em direção ao açúcar. Essa atratividade é reflexo do nosso mercado populoso e com um potencial de ampliar o consumo nesses restaurantes.
Com perto de 90 anos em atividade e mais de 17,5 mil lojas em 40 países, a Krispy Kreme está botando de pé sua operação no país por meio de uma joint venture com a AmPm, rede de lojas de conveniência da Ipiranga. As duas companhias entendem que há potencial para ter 500 pontos de vendas por aqui, sem detalhar em que prazo se poderiam chegar a esse volume.
Espaço escolhido ‘a dedo’
Paulo Calil, presidente da Krispy Kreme no Brasil, explica que contar com um parceiro com experiência no varejo de alimentação no mercado local é um pilar da marca em seus movimentos de expansão:
— E chega ao Brasil agora porque encontrou o parceiro ideal. É uma das maiores economias do mundo. No segmento de alimentação, é um marco entrar no país — frisa ele.
A AmPm tem não apenas expertise, mas também estrutura logística para apoiar e dar impulso aos planos da parceira americana no Brasil. Ao todo, já são perto de 1.500 lojas de conveniência no país, além de quatro centros de distribuição. A tração virá ao conectar as duas marcas, operando juntas, para impulsionar a expansão, diz Renato Stefanoni, presidente da AmPm e presidente do conselho da Krispy Kreme no Brasil.
Com isso, a primeira bandeira da marca não está fincada na Avenida JK à toa. São Paulo é a região de maior concentração de lojas da AmPm, superando 200 só na capital e alcançando mais de 500 em todo o estado. E as próximas aberturas de lojas, assim como as unidades da rede da Ipiranga que vão receber os donuts, estarão num raio de distância da loja vizinha à Faria Lima, centro financeiro e comercial paulistano.
— O espaço foi escolhido a dedo pela capacidade de produção, de fluxo de pessoas, de logística para distribuição para os demais pontos que virão. Precisa mostrar a produção para o cliente, para ele provar e conhecer — destaca Calil. — A fábrica terá uma das maiores máquinas, comparável a de unidades de pontos de grande movimento, como a de Times Square, em Nova York.
Foco no carro-chefe da marca
Essa filial combina uma flagship, com drive-thru e uma fábrica, que vai operar 24 horas, com capacidade para produzir mais de 50 mil donuts por dia. Ao todo, são 600 metros quadrados, entre a área de produção e o salão, com uma centena de empregados diretos. O executivo destaca que esse formato traz uma experiência a mais. A loja tem o símbolo luminoso Hot Now, que avisa toda vez que sai a fornada do Original Glazed, o donut coberto com calda de açúcar, o carro-chefe da Krispy Kreme.
Além do Original Glazed, vêm outros 11 sabores que, juntos, compõem a caixa de uma dúzia de opções que, por ora, não foram adaptadas ao Brasil, mas são familiares ao paladar do brasileiro, incluindo o doce-de-leite. Os executivos apostam que o donut fresco e as caixas para consumo em momentos de celebração — dá para levar da festinha em casa a eventos — vão fisgar o consumidor.
No ano passado, a companhia americana bateu US$ 1,66 bilhão em faturamento, recuando em 1,2% na comparação com um ano antes, e registrando lucro de US$ 3,7 milhões, ante a um prejuízo de US$ 37,9 milhões no exercício anterior. De um ano para o outro, abriu mais de três mil lojas, com um investimento relevante na expansão internacional. Na América Latina, a Krispy Kreme já está em México, Chile e Equador.
Mercado crescente mesmo com inflação mais alta
Cristina Souza, CEO da Gouvêa Foodservice, empresa da Gouvêa Ecosystem, explica que o Brasil reúne ao menos três características que atraem mais e mais grupos do food service ao país:
— São marcas que já encontram saturação em mercados mais maduros, como EUA, Canadá e México. O Brasil tem um mercado populoso; com baixa barreira gastronômica, ou seja, com pessoas abertas a provar novos sabores, e uma cadeia de suprimentos já bem desenvolvida. Daí estar na mira de empresas que estão fazendo expansão — explica a consultora.
No ano passado, transações de peso movimentaram o setor no país, como as aquisições das operações de Subway e Starbucks pela Zamp, dona de Burger King e Popeye’s. E também a compra de Outback Steakhouse, Abraccio e Aussie Grill pelo fundo de investimento Vinci Partners.
— Temos uma cúpula sofisticada de cadeias de fast-food no Brasil porque elas olham para o nosso mercado como uma grande oportunidade, uma máquina de fazer bons negócios. E com perspectiva de crescer. Perto de 30% da renda do brasileiro vão para alimentação fora do lar. Nos EUA, são 52%; em França e Itália, entre 40% e 42% — diz Cristina, frisando que mesmo com os desafios trazidos pela inflação, a oportunidade se mantém.
Calil e Stefanoni não dão pistas de quando a Krispy Kreme vai atravessar as fronteiras de São Paulo rumo a outros estados. O avanço em lojas, afirmam, vai acompanhar a demanda no país.
Para mais adiante, já prometem que novos sabores virão, incluindo collabs com outras marcas, além de promoções como as que fazem a fama da rede lá fora: donuts de graça em datas festivas ou perfis específicos de clientes. Nos EUA, por exemplo, viralizou a ação que garantia a estudantes com boletim escolar preenchido apenas com conceito “A” levar uma rosquinha sem pagar.

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