Entrar

Notícias

Ultimas Notícias
Incêndio no Brás: Quem é o dono do shopping 25 de Março

Incêndio no Brás: Quem é o dono do shopping 25 de Março


Casal sino-brasileiro ganhou notoriedade pelo domínio do comércio popular em São Paulo O Shopping 25 de Março, na região do Brás, em São Paulo, é um dos principais centros de compras populares da capital. Controlado pela empresa Maxim Administração e Participações Ltda, o empreendimento tem entre seus acionistas a empresária Hwu Su Chiu Law, esposa de Law Kin Chong — conhecido como o “rei da 25 de Março”, uma figura envolta de polêmicas. Ontem (30/10), o prédio voltou a ser destaque, após sofrer um incêndio que foi controlado e não resultou em vitimas fatais, segundo a Defesa Civil de São Paulo.
Donos do Shopping 25 de Março, o casal sino-brasileiro ganhou notoriedade pelo domínio do comércio popular em São Paulo, mas também pelo histórico de acusações que se acumulam há décadas. Ele chegou ao Brasil nos anos 1960, quando seu pai veio para cá de Hong Kong.
A trajetória como comerciante de Chong começou no Brás, sendo pasteleiro, até evoluir para um vasto império de shoppings e galerias, concentrados principalmente na região central da cidade. No entanto, grande parte desses empreendimentos foram alvos de investigações nos últimos anos.
Com denúncias recorrentes de contrabando e evasão fiscal, Chong foi preso pela primeira vez em 2004, acusado de corrupção ativa. Na época, a Polícia Federal apontou que Chong buscava influenciar agentes e juízes para obter vantagens em seus negócios. A condenação por corrupção ativa resultou em uma pena de quatro anos.
No ano passado, Chong e Law voltaram a ser investigados, desta vez pela CPI da Pirataria na Câmara dos Vereadores de São Paulo. No fim da comissão, Camilo Cristófaro, presidente da comissão, apontou Chong como responsável por praticar os crimes inerentes à pirataria. “Depois de tantos dias nas ruas, apreendendo mercadorias, chamando contraventores, concluímos que todo o esquema é comandado pelos empresários Law Kin Chong e sua esposa, Miriam Law”, declarou.
Apesar das acusações, os advogados de Law negaram na CPI qualquer envolvimento do cliente em atividades ilícitas, afirmando que seus negócios se limitavam à locação de imóveis e que não tinha responsabilidade pelas atividades realizadas por seus inquilinos.
Shopping 25 de Março já sofreu várias interdições por irregularidades
Em 2019, o Shopping 25 de Março foi multado e interditado em uma ação conjunta da Receita Federal e da prefeitura, após uma série de irregularidades, incluindo instalações elétricas precárias e falta de segurança.
Para investigar o incêndio ocorrido na quarta-feira, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu um inquérito. O promotor de Habitação e Urbanismo, em São Paulo, Moacir Tonani Junior informou que o inquérito busca esclarecer a situação da documentação do shopping, incluindo o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e as licenças de funcionamento emitidas pela subprefeitura.
“Queremos apurar a documentação do imóvel acerca da regularidade, tanto do AVCB, expedido pelo Corpo de Bombeiros, como as licenças de funcionamento, expedidas pela municipalidade, pela subprefeitura”, disse Tonani Junior ao site G1.
No Cadastro de Edificações do Município foi revelado que o imóvel está irregular desde 2019. Já o AVCB estava vencido desde agosto.
O incêndio, que começou por volta das 6h40, foi extinto quase 12 horas depois, deixou cerca de 200 lojas danificadas e gerou o desabamento do teto do prédio.
Saiba Mais

Posts Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *