Governo federal divulga novas oportunidades do Brasil Mais Produtivo para digitalização de MPMEs

Com foco na qualificação e aumento de produtividade da indústria nacional, projetos preveem que mais de 8 mil micro, pequenas e médias empresas sejam impactadas O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MIDC), Geraldo Alckmin, anunciou nesta segunda-feira (23/9) a terceira fase do programa Brasil Mais Produtivo, com o objetivo de aumentar a competitividade de micro, pequenas e médias empresas (MPME) industriais.
Em evento realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), foram lançadas chamadas de transformação digital, com aplicação de tecnologias da Indústria 4.0.
“Não existe renda alta sem indústria e sem tecnologia. O grande segredo é como dar competitividade para impulsionar a atividade fortemente agregadora de valor, incorporando tecnologia e industrializando os produtos”, afirmou Alckmin.
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A primeira frente anunciada é a de projetos de Smart Factory, no valor de R$ 160 milhões, para apoiar o desenvolvimento de novos produtos e tecnologias para acelerar a adoção de tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0 por MPMEs, com foco no ganho de produtividade.
Os recursos, provenientes de uma parceria entre Finep e BNDES, apoiarão 360 projetos de inovação, com expectativa de impactar a produtividade de 8,4 mil MPMEs. O valor máximo por projeto será de R$ 800 mil, sendo 70% financiado por chamada não-reembolsável.
“Esses projetos buscam colocar o Brasil em posição de destaque em termos de desenvolvimento da indústria. Além das agências de fomento, estamos credenciando cooperativas, bancos públicos e privados, para aumentar os investimentos para micro e pequenas empresas”, apontou Elias Ramos, diretor de inovação da Finep. Atualmente, 36 agentes já estão credenciados para fornecer crédito em nome da agência de fomento à inovação.
O lançamento do próximo edital da Finep está marcado para 27 de setembro, com o período de submissão de propostas entre 28 de outubro e 11 de novembro. O início dos projetos está previsto para março de 2025.
Ao final do processo, as empresas participantes deverão elevar o nível de digitalização a partir da instalação de sensores digitais na linha de produção, interligação de sistemas por computação em nuvem, utilização de big data, internet das coisas (IoT), impressão 3D e inteligência artificial.
A segunda linha de atuação é focada em médias empresas industriais, com consultorias em transformação digital com 70% do custo subsidiado pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O restante (30%) será contrapartida do empresário.
As consultorias serão divididas em duas fases, com total de 120 horas de atendimento. Na primeira fase, acontece uma avaliação de maturidade digital das empresas a partir da ferramenta Smart Industry Readiness Index (SIRI).
Após a identificação dos pontos de melhoria e áreas necessitadas de investimentos tecnológicos, com a elaboração de um diagnóstico feito pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), as empresas participantes terão acesso a projetos de investimento para ter acesso a linhas de financiamento de BNDES e Finep. A expectativa é atender 1,2 mil empresas até 2027.
“Os pequenos têm maior dificuldade para acessar crédito, novas tecnologias e práticas que lhes permitam dar saltos, conquistar mais produtividade e competitividade. Eles dizem que não veriam os pontos se não tivesse alguém de fora porque estão na luta permanente para pagar as contas, o apoio é fundamental e temos visto a diferença no dia a dia”, ressaltou Ricardo Cappelli, presidente da ABDI.
Alexandre Abreu, diretor financeiro do mercado de capitais do BNDES, declarou que a linha de crédito focada em micro e pequenas empresas com projetos de digitalização aprovados pelo Senai será lançada em outubro.
O evento também marcou a assinatura de um contrato entre Sebrae São Paulo e ABDI para ofertar assessorias tecnológicas em comércio eletrônico por meio de redes sociais e marketplaces para até 500 MEIs e micro e pequenas empresas brasileiras.
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