Golpes na Black Friday: 4 dicas para pequenos negócios se protegerem de fraudes
Investimento em segurança cibernética deve estar no radar das empresas para evitar problemas durante o período A preparação para uma das datas mais aguardadas do ano, a Black Friday, envolve mais do que apenas planejar boas promoções. Quando o assunto é a gestão do negócio, cuidados para garantir a segurança dos consumidores e da própria empresa não podem ser deixados de lado.
Para Cesar Akira Yokomizo, coordenador do curso de pós-graduação em Gestão de Negócios do Senac São Paulo, ainda que o comércio offline também possa ser vítima de eventuais golpes, é a tecnologia e a vulnerabilidade de sistemas online que concentram as principais possibilidades de ataques durante a Black Friday.
De acordo com o levantamento Check Point Research, de 2024, o Brasil registrou um aumento de 67% de ciberataques no segundo trimestre desse ano, em comparação com o mesmo período de 2023. O número representa uma média de 2.754 tentativas de ataque por semana.
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Alexandre Oliveira, vice-presidente de Riscos & Compliance na Getnet Brasil, afirma que a semana da Black Friday tende a atrair ainda mais a atenção de fraudadores, que a partir do volume elevado de transações buscam explorar vulnerabilidades na segurança. Nesse cenário, segundo uma pesquisa realizada pela Cielo, 18% dos varejistas estão preocupados em sofrer golpes ou fraudes, como não receber o valor de uma compra efetuada.
Mais sobre Black Friday
Para se preparar e evitar problemas para sua empresa durante este período, confira como se proteger de diferentes tipos de golpes online.
1. Invista em certificados de segurança e firewalls
Se o seu negócio aposta na venda por e-commerce, proteger o canal virtual de vendas é um passo fundamental para evitar ataques cibernéticos. Para isso, empresas de serviço financeiro ouvidas por PEGN recomendam o uso de certificados SSL (Secure Sockets Layer), protocolo de segurança que possibilita uma conexão criptografada entre o navegador e servidor web, e de um firewall (ferramenta que impede o acesso de invasores) confiável.
De acordo com a Cielo, de serviços financeiros, um firewall robusto, com a configuração das regras de entrada e saída bem estabelecida, é eficaz para bloquear tentativas de invasão, sem impactar seu ambiente de vendas digital. Assim, a implementação e gestão efetiva das ferramentas de segurança pode transmitir maior confiança ao consumidor e afastar os cibercriminosos.
2. Atente-se para mensagens suspeitas
Seja em mensagens de texto, e-mails ou contato via telefone, desconfiar de mensagens suspeitas é um mecanismo de defesa não apenas para consumidores, mas também para empresas. Oliveira, da Getnet Brasil, orienta o cuidado principalmente com links, que podem acabar oferecendo aos golpistas acesso ao dispositivo móvel do empreendedor e, por consequência, a informações da empresa.
“Se a mensagem contém um link pedindo para você ‘atualizar seus dados’, ‘confirmar informações’ ou ‘receber um prêmio’, não clique. Links maliciosos podem direcionar você para sites falsos que roubam seus dados ou infectam seu dispositivo com vírus”, complementa Álan Dias, Chief Risk and Compliance Officer da CloudWalk.
3. Evite conexão a redes de internet desconhecidas ao usar dados sensíveis
Para proteger dados sensíveis, outra dica é evitar conexões com redes de internet desconhecidas enquanto estiver inserido senhas ou outras informações sigilosas. “Locais públicos, como shoppings, aeroportos, cafeterias e hotéis, frequentemente oferecem Wi-Fi gratuito, mas esses pontos de conexão podem ser alvos fáceis para golpistas. Conectar-se a redes Wi-Fi públicas sem cuidados pode expor suas informações pessoais e financeiras”, afirma Dias, da CloudWalk.
Ao acessar sites sensíveis, o especialista em risco e compliance ainda sugere notar se o site começa com https://, o que sugere uma conexão segura.
4. Monitore o nome da sua marca nas redes sociais e plataformas de busca
Além dos ataques cibernéticos, outra fonte de golpes durante a Black Friday é replicação de sites falsos. Yokomizo, do Senac, lembra que, ainda que nesses casos o prejuízo maior possa ser para os consumidores que compram desses sites, os empreendedores também sofrem consequências. De acordo com o docente, além da perda da compra, a marca tem a sua imagem associada a uma experiência negativa.
“Em geral, o aumento das vendas leva à natural priorização à gestão das operações do negócio (recepção do pedido, separação, despacho, envio…), mas manter uma operação para monitorar as mídias e redes sociais é mais que oportuno. Ao identificar potenciais usos indevidos da marca por terceiros, a empresa precisa fornecer informes oficiais e, na medida do possível, recorrer às autoridades competentes”, conclui Yokomizo.
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