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Gaúcha cria startup que ajuda pessoas superendividadas a reorganizar as finanças

Gaúcha cria startup que ajuda pessoas superendividadas a reorganizar as finanças


Ujamaatech, desenvolvida pela empreendedora Dina Prates, também oferece serviços de educação financeira para o setor corporativo Ujamaa significa “família” ou “irmandade” em Swahili, língua oficial da Tanzânia, na África Oriental. Foi com esse conceito de união e conexão que a educadora financeira Dina Prates, de 32 anos, decidiu fundar a Ujamaatech. A startup tem como objetivo mostrar às pessoas a educação financeira como um alicerce para a realização de sonhos e a conquista de uma vida com mais qualidade. Assim, a gaúcha apoia tanto empresas quanto indivíduos em sua jornada rumo à organização e equilíbrio das contas.
A Ujamaatech atua nos modelos B2B e B2C. No atendimento a pessoas físicas, Prates explica que a startup oferece orientações individuais para superendividados — pessoas com mais de 50% da renda comprometida com financiamentos e parcelamentos, por exemplo — trilhas de aprendizado via WhatsApp, por meio de um chatbot, e também produz conteúdo sobre educação financeira nas redes sociais. Os planos vão de R$ 295 a R$ 1.100.
Já no atendimento às empresas, são oferecidos cursos, workshops, cartilhas informativas e trilhas de aprendizado personalizadas, com serviços alinhados aos objetivos específicos de cada organização.
Em seus cinco anos de atuação, a Ujamaatech capacitou mais de 1 mil pessoas físicas e criou soluções personalizadas de educação financeira para mais de 20 empresas, como Sebrae, Grupo Boticário e Banco BV. “No B2B, o desenvolvimento de conteúdo é personalizado para as empresas. São organizações que querem ensinar os funcionários sobre a importância da educação financeira”, diz a empreendedora.
O projeto piloto da edtech começou a ser idealizado em 2018, quando Prates cursava o mestrado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Durante a disciplina “Educação Financeira para Todos”, ela percebeu que o conhecimento seria a chave para ajudar pessoas superendividadas, especialmente aquelas com baixo poder aquisitivo. Foi então que começou a oferecer consultoria gratuita para indivíduos com dívidas acumuladas. Nesse período, o Sicredi se interessou pelo projeto e convidou Prates a levar a educação financeira para jovens da Vila Cruzeiro, bairro periférico de Porto Alegre (RS).
No entanto, foi somente em 2019 que a gaúcha percebeu que a educação financeira poderia se transformar em um negócio, por meio da venda de consultorias e cursos especializados. Durante três anos, o foco da startup foi o atendimento individual e a consultoria financeira. Até que, em 2022, o negócio ampliou sua atuação e identificou uma oportunidade de crescimento ao começar a desenvolver conteúdos sobre educação financeira direcionados para empresas.
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Prates conta que a Ujamaatech começou apenas com um notebook pessoal e só recebeu seus primeiros aportes no primeiro semestre de 2024. O primeiro foi pelo programa Empreendedoras Tech, desenvolvido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em parceria com o Sebrae, no qual recebeu um total de R$ 19 mil. Em seguida, a startup recebeu outro aporte do programa TD Impacta, do Tesouro Direto, em parceria com a B3, no valor de R$ 40 mil. Em 2023, o negócio faturou R$ 285 mil, para 2024, a expectativa é fechar o ano em R$ 346 mil.
Além disso, atualmente a startup é acelerada pelo Badesul e pela FINE, o HUB de Finanças do Parque Científico e Tecnológico da PUCRS (Tecnopuc). Em parceria com essas organizações, a Ujamaatech oferece 12 vagas gratuitas por mês para pessoas interessadas em receber consultoria sobre organização de finanças.
“Nós surgimos com o propósito de gerar impacto na vida das pessoas por meio da educação financeira, transformando a realidade delas e promovendo acesso a uma melhor qualidade de vida. Queremos trazer isso para um mercado financeiro historicamente construído de forma hegemônica por homens e pessoas brancas, que muitas vezes tiveram acesso a finanças de uma maneira diferente. Ao trazer uma linguagem acessível, buscamos romper esse ciclo e essa barreira, tornando a educação financeira um caminho possível para todos e impactando todo o mercado.”
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