Fundador de empresa de tecnologia oferece estágio sem salário em troca de ‘experiência’ e é criticado nas redes

Petar Ninovski descreveu a vaga como uma ‘oportunidade rara’ de aprendizado. Post viralizou no LinkedIn, onde empreendedor acumula mais de 17 mil seguidores O fundador da empresa Brainster Petar Ninovski, da Macedônia do Norte, resolveu compartilhar o anúncio de uma vaga de estágio na empresa em suas redes sociais, mas um detalhe chamou a atenção dos internautas de forma negativa. Isso porque a função, que exige dedicação de até 50 horas semanais, não terá pagamento de salário. A oportunidade, publicada há uma semana, soma quase 500 interações no LinkedIn, onde o gestor possui mais de 17 mil seguidores.
O empresário descreve que a vaga terá um salário de US$ 0 no primeiro ano, mas o escolhido receberá uma “compensação” mensal de cerca de US$ 500 (o equivalente a R$ 2,8 mil), como uma espécie de ajuda de custo. Segundo o post, o candidato escolhido vai trabalhar diretamente com ele. No texto, Ninovski reconheceu que a proposta “parece loucura”, mas a definiu como uma “oportunidade rara” de aprendizado.
“Estou oferecendo uma posição de aprendizagem de salário de primeiro ano onde você trabalhará de 8 a 10 horas por dia, 5 dias por semana. Parece loucura? É. Mas se você estiver pronto para se esforçar, eu lhe darei algo que ninguém mais dará: acesso direto para trabalhar comigo como CEO gerenciando três empresas multimilionárias”, escreveu no post.
Em seguida, ele tentou justificar a oferta citando a história de sucesso de outro funcionário da empresa, um jovem identificado como William Dodevski. “Deixe-me contar uma breve história. Cinco anos atrás, um jovem de 17 anos chamado William Dodevski deu esse mesmo salto. Hoje, ele é um funcionário-chave em uma de nossas empresas. Ele não precisa mais de mim — ele construiu seu próprio caminho”, declarou.
Captura de tela da publicação sobre a vaga da Brainster
Reprodução/LinkedIn
Quanto às atribuições da vaga, o empresário informou que o funcionário deverá acompanhá-lo em seus negócios, lidar com projetos e até mesmo auxiliar com investimentos em startups. Ele ainda assegurou que o funcionário fará parte de “algo histórico”.
Apesar do entusiasmo com o anúncio, a postagem não foi bem recebida pelos internautas, que criticaram a atitude do fundador da Brainster. Alguns deles avaliaram a oferta profissional como forma de explorar os funcionários. “Basicamente, você quer trabalho gratuito sob o disfarce de mentoria? Isso é exploração, não uma oportunidade”, disparou uma pessoa. “Esse é o tipo de coisa que mantém o mercado de trabalho quebrado. As pessoas merecem ser pagas pelo seu trabalho”, rebateu outra.
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