Entrar

Notícias

Ultimas Notícias
Funcionário de supermercado com deficiência visual conquista web com vídeos sobre rotina de trabalho

Funcionário de supermercado com deficiência visual conquista web com vídeos sobre rotina de trabalho


Jovem nasceu com quatro doenças oculares diferentes e trabalha como estoquista. Ele fala sobre os desafios para se posicionar no mercado de trabalho Um funcionário de uma loja do Walmart em Arkansas, nos Estados Unidos, vem chamando atenção nas redes sociais por compartilhar parte de sua rotina como estoquista de supermercado sendo deficiente visual. Jacoby Brown, 24 anos, nasceu com quatro doenças oculares diferentes — atrofia do nervo óptico, nistagmo, exotropia, hipermetropia e astigmatismo — e tem uma acuidade visual (capacidade de perceber detalhes com nitidez) de 20/200, o que significa que o que outras pessoas veem a 60 metros de distância, ele precisa estar a 6 metros para enxergar.
Brown conta com 16 mil seguidores no TikTok, rede em que já acumula mais de 90 mil curtidas e vídeos com mais de 100 mil visualizações. O jovem afirma que busca inspirar outras pessoas que vivem com condições semelhantes, mas admite que a deficiência visual às vezes dificulta sua vida, especialmente na busca por um trabalho.
“Muitas das pessoas que encontro não são simpáticas”, disse Brown à PEOPLE. A vaga no Walmart veio em 2023, quando a responsável pelo setor de recursos humanos da loja deu uma oportunidade de trabalho. “Comecei aqui como zoneador (funcionário que limpa uma área ou zona da loja)”, acrescenta. “Eles me acomodaram por causa da minha cegueira jurídica. E então, depois de alguns meses, comecei a estocar, o que foi bem assustador, mas meio que peguei o jeito”.
Desde então, Brown documentou sua jornada em sua conta no TikTok, onde é conhecido como @theblindguy_ (em português, “o cara cego”). Na plataforma, ele compartilha, com bom humor, as dificuldades diárias que enfrenta devido à deficiência. O funcionário conta que começou a criar vídeos no Snapchat quando ainda estava na faculdade, mas as pessoas o intimidavam. Ele decidiu aproveitar essa negatividade, batizando sua conta com um dos apelidos ofensivos que recebeu: “Vocês me chamam assim, mas eu não ligo”.
Initial plugin text
Em 2024, em uma conta no TikTok que já foi excluída, Brown publicou um vídeo discutindo a necessidade de pessoas com deficiência aparecerem nas redes. Segundo o jovem, o vídeo alcançou 20 mil visualizações em duas horas. Depois de uma semana e meia, ele afirma que o número ultrapassou 300 mil views.
“Fiquei chocado com os comentários que recebi e todas as mensagens”, lembra Brown. “Eu sabia que provavelmente inspiraria pessoas na minha comunidade, mas inspirar outras pessoas sem deficiência também me deixou muito feliz. Me trouxe muita alegria.”
Brown agora usa sua conta para discutir problemas que ele e outros membros de sua comunidade enfrentam diariamente, incluindo desemprego e problemas de acessibilidade. “Sofremos muita discriminação […] Muitas pessoas não nos contratam porque nos veem como um fardo”, aponta. O jovem, que abandonou a faculdade no último ano devido a problemas de saúde mental, já trabalhou em redes de fast food e fábricas. Ele afirma que enfrentou “alguns desafios em todos os empregos”.
Além da produção de conteúdo para as redes sociais, ele afirma que quer voltar para a faculdade e se tornar assistente social para trabalhar com pessoas com deficiência e ajudá-las a encontrar empregos. “Eles têm muito medo de se expor porque têm medo de que as pessoas sejam más. […] Mas eu digo: ‘Você pode receber cinco, seis, sete ‘nãos’, mas continue, porque eu prometo que você vai receber esse sim’”, conclui.
Initial plugin text
Leia também

Posts Relacionados

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *