Funcionário conta como passou um mês de férias Itália sem avisar a empresa

O homem se considera um trabalhador motivado, no entanto, as tarefas atuais não envolvem muito esforço Um trabalhador do setor de tecnologia aproveitou o seu conhecimento em software para passar um mês de férias na Itália. Porém, a companhia onde trabalha considerou apenas uma semana de folga. O relato foi publicado pelo site Business Insider, respeitando o anonimato do funcionário.
O homem se considera um trabalhador motivado, no entanto, diz que as tarefas atuais não envolvem muito esforço. Formado em ciências sociais, o rapaz é funcionário de uma empresa de tecnologia de São Francisco há três anos, está alocado na Europa e trabalha de casa.
A equipe da qual ele faz parte gerencia um banco de dados, e as tarefas cotidianas são repetitivas e relativamente simples. Para gerir os grupos de trabalho, a companhia implementou estratégias de organização de tempo e atividades. Em resposta, o funcionário se tornou um “quiet quitter”, que faz o mínimo necessário para cumprir as suas funções.
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Em paralelo, o trabalhador desenvolveu algo que chama de “férias silenciosas”: quando a chefia acredita que ele está trabalhando, na verdade está tirando um tempo de folga. O homem conta que começou com pequenos dias de descanso até chegar a um mês de férias na Itália.
O empregado também afirma que trabalha entre uma e três horas por dia, a variar pela quantidade de reuniões diárias. As exceções são tarefas urgentes requeridas por chefes.
“Durante o dia, faço tudo, menos meu trabalho. Vou ao mercado, jogo videogame e ligo para amigos e familiares. Se eu encontrar um amigo depois do trabalho, verifico a plataforma de mensagens da empresa no caminho”, detalha.
O homem conta que ninguém na empresa jamais suspeitou da sua ausência e que ele recebe boas avaliações por suas tarefas concluídas. Ele explica que costuma fazer ponderações nas reuniões, se mostra engajado e fala com frequência na plataforma de troca de mensagens.
O funcionário descreve o seu trabalho como uma “gaiola dourada”, um lugar que o aprisiona, mas o possibilita pagar as suas contas sem muito esforço.
Em seu primeiro ano no emprego, o colaborador diz que respeitava seu horário de trabalho, as funções a serem cumpridas e descrevia o seu tempo de folga no calendário interno. Até que percebeu que passava muito tempo sem fazer nada e começou a viajar sem tirar seus dias de descanso. Ele relembra que há dois anos começou a usar os dias úteis para viajar. “Eu entrava de manhã, verificava meus e-mails e mensagens e planejava meu dia em torno de quaisquer reuniões que eu tivesse”, recorda.
Outro álibi comum eram os fundos falsos nas reuniões à distância. Os dias obrigatórios de presença no escritório eram contornados com consultas médicas falsas e um “mouse jiggler”, uma conexão UBS que torna o dispositivo de manuseio “imparável”. Desta forma, o sistema de comunicação da empresa entendia que o funcionário estava sempre mexendo no dispositivo.
“Eu diria que provavelmente tirei uns dois meses de férias secretas. Sempre que eu saía por um dia, eu apenas ligava meu mouse jiggler. A possibilidade de ser pego passa pela minha cabeça. Eu diria: ‘Eu faço meu trabalho. O que mais você quer?’”, argumenta.
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