Filho de agricultor prevê faturamento de R$ 50 milhões com alimentos sem glúten

Rogério Manske, fundador da Vitalin Sem Glúten, prevê alcançar números até 2025, com 70 produtos no portfólio Rogério Manske, fundador e presidente da Vitalin Sem Glúten, transformou o desejo por um estilo de vida saudável em um negócio promissor. Ao lado da esposa Jerusa de Marchi, ele comanda a empresa criada com a missão de levar alimentos livres de glúten e lactose a consumidores cada vez mais exigentes.
“Sou filho de agricultor e trabalhei na agricultura até os 23 anos. Identifiquei uma oportunidade nos alimentos para promover um estilo de vida mais saudável, tanto para mim quanto para outras pessoas”, conta Manske, relembrando suas origens.
Sua trajetória empreendedora começou em 2000, quando iniciou a produção de cogumelos Agaricus Blazei, ricos em Beta-Glucana e utilizados como suplementos vitamínicos. O produto era exportado para o Japão e os Estados Unidos, mas em 2004, uma praga dizimou toda a produção, forçando Manske a buscar novos caminhos.
Recomeço com linhaça
Diante da adversidade, ele viu no estudo dos alimentos saudáveis a chance de recomeçar. Em 2005, a Vitalin, localizada na catarinense Jaraguá do Sul, deu um passo certeiro ao importar linhaça dourada do Canadá, tornando-se pioneira no Brasil nesse mercado.
“Foi o nosso grande case”, afirma Manske. A partir daí a marca se consolidou, ganhando destaque pela qualidade e inovação. O nome, Vitalin, inclusive, une “vita” (vitalidade) com “lin” (linhaça), que simboliza esse início.
Nos anos seguintes, a empresa seguiu inovando, trazendo quinoa (em 2007) e chia (em 2009) para o Brasil. Em 2011, com um catálogo já extenso, Manske e Jerusa perceberam que um único produto do portfólio continha glúten. A constatação levou a empresa a focar exclusivamente em alimentos sem glúten e lactose.
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Hoje, a Vitalin conta com cerca de 70 itens no catálogo, como grãos, farinhas, misturas para bolos e pães, snacks, biscoitos e cereais. “A missão da Vitalin é facilitar o acesso a uma alimentação saudável e saborosa para todos, não apenas para celíacos e intolerantes ao glúten”, explica o empresário.
Assim, o público-alvo vai além das pessoas com restrições alimentares e inclui consumidores interessados em uma dieta anti-inflamatória, por exemplo, ou em manter um estilo de vida mais saudável.
Mercado internacional
Com uma distribuição nacional robusta, a marca tem presença em todos os estados do Brasil, com apoio de mais de 50 distribuidores. Além disso, os produtos estão disponíveis em grandes redes de varejo, empresas de aviação, pizzarias, escolas, farmácias e no e-commerce próprio. Recentemente, a empresa começou a exportar para o Paraguai, ampliando sua projeção.
Entre os itens mais vendidos, estão a aveia em flocos finos, chia grãos, farelo de aveia, aveia em flocos grossos e farinha de aveia. A marca se destaca pelas certificações obtidas, que garantem a origem orgânica e sustentável das matérias-primas. “Nosso portfólio é certificado pelo Instituto Biodinâmico e seguimos padrões rigorosos de sustentabilidade”, detalha o fundador.
Com a meta de atingir um faturamento de R$ 50 milhões até 2025, a Vitalin busca expandir o portfólio, especialmente com o lançamento da linha de produtos proteicos à base de whey.
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O crescimento da empresa se confirma pela manufatura. Em 2022, foram 640 toneladas de produtos, número que saltou para 931 toneladas em 2023. “Só no primeiro semestre de 2024, porém, a produção atingiu 540 toneladas – um aumento de 27% em comparação ao mesmo período do ano anterior”, cita Manske.
Além de buscar o crescimento no mercado nacional, a Vitalin planeja fortalecer as operações de exportação. Quer se consolidar como a marca número 1 em produtos sem glúten no Brasil e expandir a presença internacional, nas palavras do empreendedor.
Quando o assunto é o futuro, ele e a esposa, que comandam a empresa, estão confiantes no crescimento e acreditam que os consumidores continuarão a buscar alimentos que unem sabor e saúde. “Nosso objetivo é ser referência em alimentação saudável, oferecendo produtos que facilitem a vida dos brasileiros e contribuam para sua longevidade e bem-estar”, conclui.
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