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Ex-Strava traz aplicativo de exercícios para pessoas com deficiência para o Brasil

Ex-Strava traz aplicativo de exercícios para pessoas com deficiência para o Brasil


Guilherme Guimarães busca investimento para adaptar o Accessercise, que já tem usuários na Europa, ao mercado local O Brasil tem cerca de 18,6 milhões de pessoas com deficiência, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022. Com o objetivo de oferecer uma solução para essa população se manter ativa fisicamente, Guilherme Guimarães, ex-country manager do Strava no Brasil, está trazendo o aplicativo Accessercise para o país.
Apaixonado por esportes desde sempre, Guimarães já praticou de tudo: do futebol de salão ao kung fu. Apesar de dizer que nunca teve condições de se tornar atleta, transformou o hobby em profissão há cerca de 15 anos. Ao tornar-se pai de Vitor, que foi diagnosticado quando tinha um ano com paralisia cerebral com impacto na parte motora da cintura para baixo, quis que o filho tivesse as mesmas vivências das outras pessoas.
“Curiosamente, a frase que a neuropediatra usou para me dar a notícia foi que ele teria autonomia, vida tranquila, mas que não seria o melhor atleta da sala dele. Expliquei o impacto do esporte na minha vida e disse que gostaria que meu filho tivesse a mesma oportunidade de praticar”, relembra.
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Por causa do seu histórico profissional, Guimarães foi convidado pela London Sport para ser mentor de startups no hub de tecnologia. Foi lá que ele conheceu a Accessercise, criada pelo halterofilista paralímpico britânico Ali Jawad, medalhista de prata na Olimpíada do Rio de Janeiro, e pelo ex-velejador profissional Sam Brearey. “Eu disse que não queria ser apenas mentor deles, mas ajudar de maneira mais presente. Um dos caminhos para isso era trazer a iniciativa para o Brasil”, pontua.
A Accessercise é uma plataforma que oferece um catálogo de exercícios adaptados para pessoas com deficiência. A partir de vídeos, os usuários podem visualizar como praticar as atividades em academias ou em casa. No momento, oito tipos de deficiência são atendidos pelo app, com 400 vídeos publicados. A plataforma também indica locais com melhor acessibilidade e menor distância para a prática esportiva e serve como hub de conexão para os usuários.
O aplicativo Accessercise reúne exercícios adaptados para 8 tipos de deficiência
Divulgação
Atualmente, o aplicativo está disponível no Reino Unido, na Ucrânia e na rlanda. Por aqui, a startup foi aprovada para utilizar a Lei de Incentivo ao Esporte em parceria com a Associação Nacional de Desporto para Excepcionais (ANDE). Agora, está no processo de captação com empresas que queiram se vincular ao projeto.
“Vimos que o Brasil era um mercado pronto para receber [a solução], tão desatendido quanto os outros países. É uma necessidade clara e latente. Estamos falando de cerca de 20 milhões de pessoas que não têm nenhuma ferramenta que preste esse tipo de serviço hoje”, afirma.
O projeto aprovado via lei de incentivo foi de cerca de R$ 1,5 milhão. Guimarães conta que tem conversado com empresas de bens de consumo, bancos, seguradoras e mineradoras, entre outras. “Algumas têm alinhamento estratégico, investem no esporte como ferramenta de marketing e inclusão, são patrocinadoras de clubes de futebol, times olímpicos e paralímpicos. Outras têm alinhamento tático, porque já usam leis de incentivo para investir em projetos culturais e esportivos”, comenta.
A ideia é investir na adaptação do aplicativo para uso por brasileiros. No momento, apesar de disponível para download, os vídeos estão todos em inglês. No futuro, Guimarães pretende criar novos conteúdos, produzidos no Brasil. Também será necessário popular a área de exploração do app e, para isso, um trabalho de identificação de locais precisa ser feito.
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Guimarães diz que gostaria de lançar o app no Brasil antes dos Jogos Paralímpicos em Paris, marcados para setembro. “Isso dependerá da nossa capacidade de levantar pelo menos 20% do valor. Com R$ 300 mil, começamos a implementar o projeto”, pontua.
Os sócios-fundadores também estão com uma rodada de investimento aberta lá fora, que será destinada para investir em marketing para divulgar a solução e para expansão do atendimento para mais tipos de deficiência. Guimarães acrescenta que trazer um investidor brasileiro para a captação seria um movimento estratégico importante. Em rodadas anteriores, a startup levantou US$ 339 mil em funding, de acordo com o Crunchbase.
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