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‘Esculacho’: Atendimento rude de empresa de aluguel de lanchas do RJ viraliza; especialistas comentam

‘Esculacho’: Atendimento rude de empresa de aluguel de lanchas do RJ viraliza; especialistas comentam


Lucas Manetta publicou diálogo entre sua prima e o estabelecimento. Postagem já acumula mais de 5 milhões de visualizações no X. Após episódio, empresa anunciou vaga para atendente de redes sociais Um internauta resolveu compartilhar as capturas de tela da troca de mensagens entre a prima, que não teve o nome divulgado, e uma empresa especializada em passeios de lancha do Rio de Janeiro. Em uma publicação na quarta-feira (12/3), o usuário, identificado como Lucas Manetta, contou que a prima pretendia tirar algumas dúvidas sobre os valores dos serviços oferecidos pelo estabelecimento. O registro tomou conta das redes sociais e já atingiu mais de 5 milhões de visualizações no X.
“Minha prima que foi pesquisar aluguel de lancha no RJ e tomou um esculacho da empresa sem motivo algum”, escreveu na legenda.
A publicação mostra uma série de imagens do diálogo, que aconteceu no WhatsApp. Inicialmente, a cliente perguntou como funcionava o kit churrasco que faria parte de um passeio de cinco horas de lancha da Rio Mares. A empresa em questão, que é do Rio de Janeiro, não se posicionou sobre o caso até o fechamento do texto. O espaço segue aberto.
Após o contato da consumidora, a empresa pediu para que ela fosse mais específica na questão. O nome do atendente não foi identificado nas mensagens.
A empresa chegou a enviar um card com as informações, entre elas as quantidades dos itens da refeição. No entanto, a cliente ainda ficou confusa e voltou a fazer questionamentos sobre os valores. “Esse valor de R$ 200 é a taxa do churrasqueiro que está escrito acima?”, perguntou.
A empresa rebateu: “Isso é um kit churrasco. Churrasqueiro é outra coisa… Vocês se superam nas perguntas a cada dia”.
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A consumidora, então, criticou o atendimento e apontou que a divulgação do serviço era falha. “Vocês precisam melhorar a comunicação e não culpar o cliente. Nunca vi isso. Absurdo”, argumentou.
A empresa seguiu rebatendo a reclamação da cliente. “Você tem que procurar uma escola e não uma lancha para alugar [sic]”, disse.
Ainda de acordo com a publicação, a cliente ainda teria contactado a empresa no perfil do Instagram posteriormente. “Os caras ainda xingaram e bloquearam ela no Instagram depois”, acrescentou o internauta.
Em meio à repercussão do post, a empresa publicou um anúncio em busca de um atendente para redes sociais na tarde desta quinta-feira (13/3).
Postagem da empresa após repercussão do caso
Reprodução/Instagram
Saiba Mais
Quais são as obrigações legais de uma loja no atendimento ao cliente?
Segundo o professor de Direito da Fundação Getulio Vargas do Rio de Janeiro (FGV/RJ) Gustavo Kloh, que também é membro da Comissão de Defesa do Consumidor da OAB/RJ, a empresa deve oferecer um atendimento respeitoso e cordial ao cliente. Além disso, o fornecedor do produto ou serviço é responsável pelos atos de seus funcionários, conforme o artigo 32 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).
“O que acaba acontecendo é que a segurança do consumidor acaba sendo afetada quando o funcionário trata mal. Pelo Código de Defesa do Consumidor, a empresa é responsável por tudo o que seus funcionários, prepostos e representantes fizerem. Então, se o funcionário fala besteira para o consumidor, a responsabilidade está lá”, reitera.
O especialista explica que, caso o cliente se sinta ofendido ou discriminado, ele pode acionar órgãos de defesa dos direitos do consumidor e até entrar com um pedido de indenização por dano moral.
O advogado Nikolas Gói, que é especialista em direito do consumidor e sócio do Trezza e Gói Advogados, corrobora a informação e destaca a responsabilidade da empresa em garantir um atendimento adequado e eficiente para todos os clientes, “fornecendo informações claras sobre produtos, serviços, regras de cancelamento e segurança”.
Gói ainda aponta que as empresas podem adotar ações para evitar problemas com a qualidade do atendimento. “Implementar treinamentos frequentes, estabelecer um código de conduta, supervisionar o atendimento, disponibilizar canais eficazes de reclamação e criar protocolos para lidar com insatisfações de clientes. Essas práticas ajudam a evitar desrespeito com os consumidores e violações ao CDC”, acrescenta.
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