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Empresário que pagou R$ 37 milhões por banana é primeiro-ministro da Liberlândia, micronação livre de impostos; conheça


Investidor de criptomoedas assumiu o cargo, em país não reconhecido pela comunidade internacional, após eleições em outubro deste ano Empresário que pagou US$ 6,2 milhões (o equivalente a R$ 37 milhões) por uma banana colada na parede — obra de arte do italiano Maurizio Cattelan leiloada, na última semana, na famosa casa de leilões Sotheby’s, nos Estados Unidos —, o sino-americano Justin Sun é, além de investidor de criptomoedas e ávido colecionador de arte, o primeiro-ministro da micronação de Liberlândia, que fica entre a Croácia e a Sérvia e não tem o reconhecimento da comunidade internacional. O jovem de 34 anos assumiu o cargo em outubro de 2024, após a realização de eleições entre os tidos “cidadãos” do lugar.
Dependendo a quem você perguntar, no entanto, a República da Liberlândia existe ou não existe. O político tcheco Vit Jedlicka declarou um Estado soberano com este nome em 13 de abril de 2015, reivindicando quase cinco quilômetros quadrados de uma área ao longo do Rio Danúbio. Espremida entre a Croácia e a Sérvia, essa terra foi motivo de disputa política por várias décadas, mas acabou não sendo reivindicada por nenhuma nação após a separação da Iugoslávia, no início da década de 1990. Foi ali, então, que Vit Jedlicka decidiu fincar uma bandeira. Só que…
Desde 2015, nenhum membro da Organização das Nações Unidas, a ONU, reconhece a Liberlândia como Estado soberano. E mais. Após a estupefação inicial diante do fato inusitado, autoridades croatas passaram a bloquear o acesso ao território e detiveram Jedlicka por várias vezes. Mas até hoje ele persiste na luta pelo reconhecimento do tal país — e, sim, angaria o apoio de milhares de pessoas.
Formado em economia, o ativista — que mantém um site com todos os detalhes da micronação, incluindo o desenho da bandeira e o texto da Constituição — afirma que a Liberlândia já possui 1.200 “cidadãos” registrados, que pagaram até US$ 10 mil (algo em torno de R$ 60 mil) para obter passaportes liberlandeses. Outras 735 mil pessoas realizaram solicitações de cidadania, segundo ele.
Aos ser anunciada, em 2015, a Liberlândia foi apresentada para o mundo como um “paraíso libertário”, com impostos opcionais e poder do governo totalmente reduzido. “Aceitamos pessoas religiosamente tolerantes, que não sejam comunistas ou neonazistas, e que compartilhem de nossa crença na liberdade, para criar um Estado com impostos e leis mínimos”, explicou ele, à época.
Em busca de reconhecimento internacional, Jedlicka viaja por vários países, desde 2015, para propagar os ideiais da nação não reconhecida internacionalmente. De lá pra cá, o economista — que, inclusive, já esteve no Brasil — vem reunindo ao redor de si dezenas de entusiastas, incluindo figurões milionários, entre os quais o empresário de criptomoedas Justin Sun, atualmente um de seus braços-direitos na missão pelo estabelecimento formal da micronação.
Banana mais cara do mundo
Justin Sun, como se sabe, é o jovem milionário nascido na China que atraiu os holofotes de todo o mundo, nesta semana, após comprar uma banana — a rigor, uma obra de arte — por R$ 37 milhões. E mais. Uma semana depois, o empresário chinês de criptomoedas Justin Sun anunciou, no sábado (30), um gesto “grandioso” na rede social X. Ele afirmou que planeja comprar cem mil bananas — ou seja, R$ 150 mil em frutas — do quiosque em Manhattan, em Nova York, onde a banana original foi vendida por US$ 0,25 (o equivalente a R$ 1,50).
Na última sexta-feira (29), num dos hotéis mais caros de Hong Kong, Justin Sun mordeu a banana diante de dezenas de jornalistas e influenciadores digitais, após fazer um discurso em que elogiou a obra como “icônica” e traçou paralelos entre a arte conceitual e as criptomoedas.
— É muito melhor do que outras bananas — comentou Sun após provar a fruta pela primeira vez. — É realmente muito boa.
Intitulada “Comedian”, a obra conceitual criada pelo artista italiano Maurizio Cattelan foi vendida num leilão em Nova York, na semana passada, com Justin Sun entre os sete licitantes. Ele afirmou ter sentido “incredulidade” nos primeiros dez segundos após vencer o lance, antes de perceber que “isso poderia se tornar algo grandioso”.
Nos dez segundos seguintes, ele decidiu que comeria a banana:
— Comê-la em uma coletiva de imprensa também pode se tornar parte da história da obra de arte — declarou Sun na sexta-feira (29).
A estreia dessa criação comestível durante a exposição Art Basel de 2019, em Miami Beach, nos EUA, gerou controvérsia e levantou um acalorado debate no meio. Afinal, a banana deveria ser considerada arte? Está aí um dos objetivos declarados de Cattelan, que bebe na fonte de referências como Marcel Duchamp e Andy Warhol. O que importa, para o artista, é justamente questionar o tal estatuto da arte.

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