Empresa que vende produtos colecionáveis do Time Brasil vê aumento de 50% nas vendas em um mês

A Memorabília do Esporte, fundada por Samy Vaisman e Bruno Neves, é uma das organizações que fizeram acordo com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) para vender produtos licenciados Resgatar e manter viva a memória do universo esportivo é o objetivo da Memorabília do Esporte, empresa que vende produtos colecionáveis inspirados em atletas e momentos marcantes. A organização se tornou parceira do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e passou a vender produtos licenciados do Time Brasil para as Olimpíadas de Paris 2024, que tem abertura marcada para o dia 26 de julho.
O negócio já apresentou resultados. “Um combo de fatores nos ajudou a crescer 50% desde junho deste ano. A força do COB, a proximidade com as Olimpíadas, a força dos atletas que estamos trabalhando e uma divulgação mais massiva”, diz Samy Vaisman, jornalista e cofundador da empresa.
A Memorabília do Esporte pode produzir itens de cerca de 150 atletas de 20 modalidades. Os esportistas recebem royalties pela venda dos produtos, como cards, mini estátuas e medalhas personalizadas. “Muitas pessoas não se lembram dos campeões das últimas Olimpíadas, que aconteceram há apenas três anos. Então fazer um movimento de produzir itens colecionáveis de atletas de destaque e momentos marcantes é fundamental para manter viva a memória do esporte”, afirma o empreendedor.
Vaisman diz que já tinha em mente uma coleção das Olimpíadas mesmo antes do acordo com o COB, assinado em maio deste ano. Isso porque, segundo o empreendedor, a empresa já tinha acordos firmados com diversos atletas que estariam nos Jogos Olímpicos de Paris. “A diferença é que agora passamos a trabalhar em coleções, oportunidades e estratégias como parceiros do COB. Estaremos juntos em eventos e ações”, afirma “Temos uma chancela maior ao usar o logo do Time Brasil.” A parceria também permitiu o lançamento de produtos inéditos, como os estampados pelo Ginga, mascote do Time Brasil.
Atualmente, o negócio vende produtos pelo e-commerce próprio, em lojas parceiras e em canais oficiais do COB, incluindo uma ativação no Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, no evento Parque Time Brasil, na cidade de São Paulo, e na Casa Brasil, em Paris.
A motivação para fundar a Memorabília do Esporte veio durante a pandemia de covid-19, em uma conversa com o amigo Bruno Neves, também da área de comunicação. “Ele estava desenvolvendo uma miniatura do Toyota que o Zico [ex-futebolista brasileiro] ganhou como melhor jogador em 1981. Esse carro se tornou um símbolo emocional para o Zico, assim como para os torcedores do Flamengo”, afirma Vaisman. Então, os amigos começaram a conversar sobre o que poderia ser feito para tornar o produto mais especial para os fãs.
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“O mercado de peças colecionáveis não é tão desenvolvido no Brasil como em países como os Estados Unidos. Nessa conversa, pensamos em pesquisar o mercado para entender o que está sendo feito. Sou apaixonado por esportes e colecionáveis, então poderia juntar essas paixões”, diz Saisman, que também é fundador de uma agência de comunicação responsável pela assessoria de diversos atletas, como Rebeca Andrade, da ginástica artística, e Rafaela Silva, do judô.
Os empreendedores contratam uma empresa para realizar uma pesquisa de mercado, perguntando o que tornava um produto colecionável valioso. Entre as opções estavam o fato de o produto ser autografado, ter selo de autenticidade, ser de edição limitada e ser vendido em canais oficiais, como lojas de um time de futebol. Com respostas de 5 mil pessoas em um formulário, o resultado indicou que o público está disposto a pagar mais caro em produtos colecionáveis de edição limitada e autografados. A característica menos valorizada é o fato de ser um item oficial. “São produtos como chaveiros e chinelos vendidos de forma massiva em lojas. Caso o consumidor perca ou danifique o produto, ele pode ir até a loja comprar um igual. Um item colecionável não funciona assim, já que cada um tem uma numeração e sua própria certificação”, afirma.
A Memorabilia dos Esportes foi lançada em fevereiro de 2021, com um portfólio que incluía uma estátua do Oscar Schmidt, um quadro da seleção masculina de vôlei de 1992 e uma coleção de medalhas em parceria com a Casa da Moeda. “Homenageamos 20 atletas em moedas de ouro, prata, bronze, cuproníquel e bronze dourado”, diz o empreendedor. Inicialmente, a empresa vendeu no e-commerce próprio e no Clube da Medalha, administrado pela Casa da Moeda.
Bruno Neves, o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima e Samy Vaisman
Divulgação
A empresa tentou um acordo com o COB para os Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão, em 2021, mas não obteve sucesso. “Logo no começo da empresa, iniciamos uma conversa e apresentamos uma proposta do que era a Memorabilia do Esporte. A ideia foi bem aceita, mas ainda estávamos em fase de desenvolvimento da empresa e a negociação não avançou”, afirma Vaisman. Em junho de 2023, com o negócio já estruturado, o empreendedor retomou o contato com o COB.
“Desta vez deu certo”, diz Vaisman. O motivo, segundo ele, é o alinhamento de visão. “Acreditamos na necessidade de falar de esporte a todo momento, não só nas Olimpíadas a cada quatro anos. Queremos aumentar a proximidade do fã com o ídolo, difundindo cada vez mais essa cultura de conversar sobre momentos marcantes e os atletas”, afirma. “Muitos fãs não conseguem acessar esse ídolo, então ter um objeto autografado é se aproximar de alguma forma.”
Segundo Vaisman, ainda não é possível ter uma expectativa de aumento de vendas para os próximos meses com a parceria com o COB. Mas ele dá pistas sobre os próximos planos: “Estamos planejando um lançamento de uma revista em quadrinhos da Rebeca Andrade, com a história atualizada e espero que com bastante medalha”, diz o empreendedor.
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