Empresa de velas aromáticas que começou com R$ 600 atinge receita de R$ 1,5 milhão e aposta em franquias

The Candle Store projeta um crescimento de 80% no faturamento de 2025 Com uma trajetória marcada pelo crescimento acelerado desde a fundação, a empresa de velas aromáticas The Candle Store está prestes a dar um novo passo para a expansão do negócio: a entrada no mercado de franquias. Criada em 2020, a marca, que começou a operar dentro de um quarto no apartamento dos fundadores, agora ocupa um galpão com mais de 250 m² e conta com uma produção de cerca de mil velas por semana.
Comandada por Patrícia Massambani, 29 anos, e Raul da Silva Garcia, 31 anos, a The Candle Store começou com um investimento inicial de R$ 600 e vendas diretas para amigos e conhecidos na região do Vale do Paraíba, em São Paulo. Em outubro de 2020, o negócio ganhou um e-commerce e, no primeiro mês de operação, faturou R$ 6 mil.
Mês a mês, a demanda pelos produtos foi crescendo. Em junho do ano seguinte, a produção migrou para um espaço exclusivo. No mesmo mês, o faturamento atingiu o recorde até então: R$ 60 mil. Na época, o negócio contava com 40 SKUs no catálogo e tíquete médio de R$ 160. Hoje, são 120 SKUs e um tíquete médio de R$ 228. Além das velas, o atual portfólio inclui home sprays, difusores de varetas, cera perfumada, essências concentradas e acessórios, como acendedores e ecobag.
O crescimento do catálogo veio acompanhado do que os empreendedores definem como uma “profissionalização do negócio”. “Quando decidimos escalar, entendemos a importância de certificações, como a da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária], que atestassem a qualidade dos produtos e da produção. Fomos para um espaço maior e organizamos uma indústria que produz 100% dos nossos produtos”, diz Garcia. Atualmente, somente a fabricação de velas atinge 1 mil unidades por semana.
Mesmo com a industrialização, os empreendedores afirmam que os princípios da marca permanecem. Criada com o objetivo de ser ecofriendly, as matérias-primas continuam sendo inteiramente vegetais, com ingredientes como óleos de coco, arroz e palma, que oferecem às velas uma queima mais limpa e lenta em relação à parafina.
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Formatação e testes para o franchising
Apesar do início da comercialização das franquias em abril deste ano, o trabalho para colocar a The Candle Store no franchising começou ainda em 2023, quando os empreendedores decidiram inaugurar duas lojas pop-up em shoppings. O objetivo era conhecer os desafios e as necessidades do atendimento presencial no varejo.
“Foram 14 meses de shopping para a gente entender quais seriam as eventuais dores do franqueado. Passamos por toda a validação de implementação, gestão e operação. Entendemos, por exemplo, quais produtos têm maior aceitação nas vendas físicas, como podemos abordar o cliente para aumentar o tíquete médio da loja e quais estratégias de marketing funcionam melhor”, diz Garcia. Para Massambani foi uma experiência importante sobretudo para entender as diferenças do online para o físico, o que facilitou, segundo a empreendedora, a criação dos manuais de operação e de treinamento dos franqueados.
Com foco nos centros de compras, a marca lançou um modelo de loja de quiosque. O investimento inicial para abrir uma unidade da The Candle Store parte de R$ 128 mil, incluindo taxa de franquia, estoque inicial e estrutura da loja. A previsão de retorno gira em torno de 14 a 18 meses.
“Inicialmente, nosso foco será nas principais capitais do Brasil, onde identificamos um mercado forte para produtos premium e um público que valoriza experiências olfativas sofisticadas”, afirma Garcia. Entre as velas, os preços dos produtos variam, atualmente, entre R$ 78 e R$ 128.
O plano da empresa para este ano é alcançar 10 unidades, entre lojas comercializadas e em operação. Já há duas unidades vendidas em São José dos Campos (SP), com inauguração prevista para junho, e negociações ativas de seis outros pontos em localidades diferentes.
Com a expansão, a empresa, que faturou R$ 1,5 milhão em 2024, projeta um crescimento de 80% no faturamento de 2025, o equivalente a um faturamento de R$ 2,7 milhões.
