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Empreendedores criam brunch com drag queens que fatura R$ 80 mil por edição

Empreendedores criam brunch com drag queens que fatura R$ 80 mil por edição


Planos futuros envolvem a expansão nacional do projeto, que acontece quinzenalmente em São Paulo Trazer a cena drag para um evento durante o dia, a fim de alcançar um público diferente do que já acompanhava as performances nas casas noturnas, foi o mote para o lançamento do Drag Brunch Brasil, em julho de 2022. Inicialmente realizado uma vez por mês, o evento deu tão certo que logo passou a acontecer toda quinzena. Mesmo assim, em todas as edições, a venda dos cerca de 300 convites se esgotam pouco tempo depois que são disponibilizados.
“A proposta surgiu pela carência no mercado de entretenimento voltado a atividades que valorizem a arte drag e mostre que há possibilidades fora da cena noturna”, pontua Ikaro Kadoshi, sócia e apresentadora das tardes de domingo que movimentam o Sky Hall Terrace Bar, em São Paulo.
Em parceria com a Agência Baco e o chef Martin Casilli, do Grupo Sky Hall e um dos organizadores, o Drag Brunch Brasil é um projeto do Grupo Cuco. “Mais que mostrar o poder transformador da arte drag, veio à tona a necessidade cada vez mais latente de eventos que misturam várias idades, famílias e grupos de amigos, que possam ter a oportunidade de viver um espetáculo, sentados e acompanhados de alimentos e bebidas, em um ambiente seguro e inclusivo”, acrescenta Casilli.
A proposta tem atingido todos os objetivos propostos. As concorridas edições reúnem público de diferentes faixas etárias, inclusive crianças. O show é feito somente com drag queens e drag king, e sempre muda de atrações. “A arte drag é vasta e cheia de nuances de dança, comédia, bate cabelo, dublagem, cover de cantores, personagens de cinema e muito mais”, comenta Kadosh.
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O elenco fixo inclui Ikaro Kadoshi, que assume também a função de apresentadora, e a drag DJ Sash Zymmer. Existe uma rotatividade entre as oito demais drags, que são diferentes a cada edição.
As alterações no palco ocorrem para dar espaço aos muitos talentos brasileiros e mostrar ao público as tantas variações de performance na arte drag. “É uma maneira de entreter educando, uma das essências do Drag Brunch Brasil”, opina Casilli.
Além dos artistas, há em torno de 15 pessoas envolvidas na produção e execução do evento e mais 50 outras ligadas ao bar e ao restaurante.
Foco à arte
Na opinião de Kadoshi, “a milenar arte drag sempre foi marginalizada”, tendo encontrado sobrevivência na noite — em clubes, casas noturnas, festas e eventos, por exemplo. Nos últimos 10 anos, o cenário tem se alterado.
“Entendemos que a drag merece e deve estar em todos os lugares e em todos os horários. Dito isso, ter drag queens performando em brunchs era só uma questão de tempo. É o melhor dos dois mundos: o dia e a noite, com suas melhores essências em um evento só”, argumenta a drag apresentadora.
Apesar de ser o primeiro no gênero no país, o projeto não é criação brasileira. Foi inspirado nas diversas edições de drag brunch que acontecem há anos nos Estados Unidos e na Europa. Depois de ser lançado no início do segundo semestre de 2022, em outubro de 2023 a programação passou a ser quinzenal — à época, todas as datas previstas até dezembro estavam esgotadas.
As edições do Drag Brunch Brasil começam às 11h para o setor A — a chamada “Pink hour” permite entrada antecipada para os assinantes do Drag Brunch Club. O público em geral tem acesso a partir das 12h. Os shows acontecem das 13h às 16h30, divididos em dois blocos, com um intervalo no meio.
O ingresso mais barato custa R$ 75 e dá direito à entrada e ao espetáculo. Comidas e bebidas são vendidas à parte. “Desenvolvemos um cardápio exclusivo para o evento. Além de saboroso e prático para venda durante a operação corrida, a intenção é que tenha uma apresentação única e muito colorida”, diz Casilli.
O ticket médio de consumo no brunch é de R$ 120 por pessoa. Entre as opções do cardápio, há desde cuscuz com ovo e queijo coalho até waffles com doce de leite, cacau e banana.
A demanda pelo Drag Brunch Brasil também é confirmada no faturamento. A receita de cada edição gira em torno de R$ 80 mil. Para o futuro, a intenção é levar o evento às principais cidades do país. O grupo societário está em busca de parceiros nas localidades para viabilizar os planos ainda neste ano.
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