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Eficiência operacional é o indicador mais importante para investidores depois de aporte em startups, diz pesquisa

Eficiência operacional é o indicador mais importante para investidores depois de aporte em startups, diz pesquisa


Levantamento da ACE Ventures entrevistou 19 representantes de fundos para entender sobre o relacionamento entre eles e as startups do portfólio A segunda edição do Venture Capital Master Guide, compilado pela ACE Ventures, aponta que os quatro principais indicadores acompanhados por investidores após o aporte em startups são eficiência operacional (60%), crescimento de faturamento (50%), receita recorrente (50%) e taxa de queima de caixa (45,5%). O levantamento reúne entrevistas com 19 representantes de fundos, como Astella, Norte Ventures e Riverwood Capital.
“É importante entender que o investimento não é a linha de chegada, mas o ponto de partida. Quando você levanta capital com terceiros, ao mesmo tempo que recebe fôlego para testes e executar sua visão, você aumenta a expectativa dos investidores e do mercado em relação ao negócio”, pontua Pedro Carneiro, sócio e diretor de investimentos da ACE Ventures.
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Carneiro diz acreditar que os indicadores destacados não seriam os mesmos se a pesquisa tivesse sido feita antes do inverno das startups. Segundo ele, com o momento de escassez de capital, o tempo entre as rodadas aumentou, o que traz importância para indicadores como eficiência operacional e queima de caixa. Os outros dois se relacionam com a validação da tese e a previsibilidade do retorno para os investidores.
“Esses critérios não dizem se uma empresa é boa ou não, mas refletem como está o mercado de investidores e o que eles estão buscando. Mudanças de mercado geram mudanças de comportamento”, afirma.
60% dos investidores falam que valorizam a transparência nas comunicações e metade deles apontou que o acompanhamento das investidas é feito por meio de relatórios mensais, com informações como número de clientes, churn, receita líquida, margem ebitda, burn rate e métricas qualitativas (ações mapeadas, pontos de melhoria e desafios atuais, entre outros). 33,5% disseram que mantêm uma comunicação constante por outros canais, como WhatsApp e e-mail.
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Carneiro destaca que é importante o empreendedor ter em mente que gestoras têm teses e formas de trabalhar diferentes. Há perfis mais envolvidos, que gostam de construir em parceria, enquanto outros são mais passivos. “Tem empreendedores que não querem contar com apoio, preferem seguir sozinhos. Estão mais próximos de pegar uma dívida em banco para crescer do que buscar cofundador com um aporte de venture capital”, afirma.
Sobre o perfil de fundadores, os entrevistados disseram que buscam habilidades como comprometimento e convicção no negócio (55,5%) e abertura para ouvir feedbacks (44,5%).
Veja outros destaques do estudo:
Possibilidades de saída
Quando um fundo investe em uma startup, ele espera multiplicar o que foi aportado dentro de alguns anos com a valorização da empresa. Isso costuma acontecer em duas ocasiões: na venda da startup (M&A) ou com a abertura do capital na Bolsa de Valores (IPO).
Os investidores aguardam uma brecha na janela de IPOs no Brasil desde 2021 – ano em que a B3 registrou 46 aberturas de capital. Sete em cada dez fundos entrevistados veem com ceticismo a possibilidade de novos IPOs. Entre os motivos, estão o mercado pouco desenvolvido para abertura de capital na América Latina e experiências negativas passadas.
Startups brasileiras como Nubank e VTEX abriram capital nos Estados Unidos. “Acredito que temos que parar de falar sobre janela de IPO no Brasil apenas, é algo globalizado. Fechou aqui porque fechou nos Estados Unidos também, os mercados estão mais conectados do que há 10 anos”, opina.
O outro caminho, o do M&A, foi apontado por 22% dos entrevistados como alternativa mais relevante e viável para a saída. “O empreendedor precisa entender o funil pelo qual ele quer passar, porque a jornada é diferente. Ele pode levantar menos dinheiro e vender mais cedo, fazendo um M&A, ou captar mais, ser um unicórnio e ir para o IPO”, explica.
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Inteligência artificial
Tema quente no momento, mais de 80% dos entrevistados afirmaram que a popularização da IA tem potencial transformador para as suas investidas, como criação de novos negócios inovadores (40%) e ganhos de eficiência e otimização de processos (35%).
Um em cada quatro participantes expressou preocupação com os riscos do uso da tecnologia, como dependência ao ponto de não conseguir diferenciação no mercado ou adotar a IA como jogada de marketing.
Carneiro aponta que outras tendências também já resultaram em um boom de soluções parecidas, como softwares de gestão para PMEs após o crescimento da Omie. “Existe muito marketing e hype, mas é assim com todos os assuntos tendência. O tempo filtra o que gera impacto”, diz.
Ele destaca que o Brasil tem um mercado grande, de rápida adoção de novas tecnologias, o que permite uma validação mais ágil das soluções e produtos. “Temos que usar isso a nosso favor, podemos criar um unicórnio sem vender fora do país. Nossa vocação é a disponibilidade de mercado consumidor”, pontua, acrescentando que podemos ter um unicórnio brasileiro de IA, mas que isso deve acontecer quando a tecnologia não for tão inovadora.
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