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Como montar uma lanchonete: veja em 13 passos

Como montar uma lanchonete: veja em 13 passos


Trata-se do segundo segmento mais representativo quando se considera o número de estabelecimentos ligados à alimentação, atrás apenas de restaurantes O segmento de lanchonetes é dinâmico e está aquecido. Um estudo realizado pelo Instituto Foodservice Brasil (IFB), em parceria com a Driva, especialista em inteligência de mercado, revelou que esse setor é representado por 338.313 empresas – e destas, 239.869 são geridas por Microempreendedores Individuais (MEI).
Trata-se do segundo segmento mais representativo quando se considera o número de estabelecimentos ligados à alimentação, atrás apenas de restaurantes. Os gastos no setor de foodservice em 2024 foram de R$ 220,9 bilhões, de acordo com o IFB.
Segundo Joaquim Saraiva, diretor da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) São Paulo, apenas no estado paulista existem, hoje, 112 mil lanchonetes. “Elas podem ser uma porta de entrada para o empreendedor no ramo de alimentação”, acredita.
Lanchonetes possibilitam uma atuação versátil e com produtos variados, onde é possível encontrar desde lanches rápidos, permitindo uma refeição prática, quanto pratos um pouco mais elaborados – o que atende a diferentes preferências alimentares e de horário. “Esse negócio pode atrair um empreendedor pela flexibilidade de investimento inicial e pela possibilidade de adaptá-lo conforme o capital disponível. Com uma gestão eficiente e foco em qualidade, há oportunidades para expansão”, afirma Jane Costa, analista de Competitividade do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
Abrir uma lanchonete requer um planejamento cuidadoso que envolve uma série de detalhes, da definição do cardápio à obtenção de licenças para o funcionamento. “É um mercado promissor, mas que demanda atenção à qualidade do atendimento, à gestão eficiente dos custos e uma boa estratégia de marketing. Além disso, é fundamental acompanhar as tendências do setor e as necessidades dos consumidores para manter o negócio relevante e competitivo”, explica Costa.
Para Saraiva, da Abrasel SP, “esse é um ramo bastante concorrido, mas, como em todo mercado, há espaço para bons projetos”.
Veja o passo a passo para montar uma lanchonete
1. Faça um plano de negócios
Vale para qualquer empreendimento e não é diferente quando se pensa em uma lanchonete. Para isso, é preciso analisar o mercado, o público-alvo, definir as estratégias de marketing, as projeções financeiras e o diferencial competitivo.
2. Desenvolva o conceito do negócio
Ele será reflexo do que definir no plano de negócios. “Vai englobar o produto, o público-alvo, o tipo de serviço, a identidade visual, a decoração e até as embalagens”, aponta Joaquim Saraiva.
3. Determine o local do empreendimento
A localização é bem importante, porque impacta no negócio. “Dê preferência a regiões de grande movimentação e demanda de escritórios. São as que têm maior potencial”, diz Saraiva.
4. Busque as licenças necessárias
“Para o setor de alimentação é obrigatório providenciar licenças e alvarás, como o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e cadastro na Vigilância Sanitária”, ensina Costa, do Sebrae.
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5. Defina o cardápio
Ele deve ser atraente e oferecer produtos de qualidade, considerando a diversidade e as preferências do público-alvo.
6. Forme os preços
A analista do Sebrae explica que é preciso considerar o custo dos ingredientes e da operação (salários, aluguel, impostos, água, energia, gás…). Outro ponto importante é observar os preços da concorrência na região para se posicionar de forma competitiva. Além disso, vale ponderar quanto o consumidor está disposto a pagar levando em conta a qualidade dos produtos e o diferencial que a lanchonete for oferecer. Por fim, definir e aplicar a margem de lucro.
7. Invista em infraestrutura
Adquira equipamentos essenciais como chapas, freezers, geladeiras, fritadeiras, utensílios de cozinha, mobiliário adequado e itens para atendimento ao cliente.
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8. Selecione fornecedores de confiança
Priorize aqueles que ofereçam produtos de qualidade, preços competitivos e entregas pontuais. Cozinheiros, atendentes e pessoal de limpeza também são fornecedores (de serviços) que precisam ser escolhidos a dedo.
9. Avalie a viabilidade de oferecer delivery
“Decidir se haverá entregas é essencial para escolher embalagens adequadas para manter a qualidade dos produtos durante o transporte”, avalia Costa.
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10. Caso se decida por apenas delivery
Se a opção for por uma lanchonete sem ponto físico, aposte em um cardápio mais objetivo, fotos profissionais dos itens e embalagens caprichadas. Além disso, considere um espaço otimizado para o preparo dos alimentos e para armazenamento de insumos. “Cadastre o negócio em aplicativos de delivery para ampliar o alcance dos clientes”, sugere Jane Costa.
11. Invista em comunicação
Ela é fundamental para atrair e fidelizar clientes e para fortalecer a marca. Aposte nas redes sociais – Instagram, Facebook, TikTok e WhatsApp – para divulgar cardápio, promoções e para interagir com os clientes. Faça parcerias com influenciadores para aumentar a visibilidade da lanchonete e crie programas de fidelidade para incentivar a recorrência das compras. Importante: cadastre a lanchonete no Google Meu Negócio para melhorar o alcance nas buscas de locais pela internet e facilitar o acesso às informações sobre o estabelecimento.
12. Use tecnologia para cuidar da gestão
Algumas frentes tecnológicas podem te ajudar no dia a dia. Um sistema de gestão, por exemplo, organiza as operações e mantém a eficiência do negócio. Ele ajuda no controle de estoque, evitando desperdício e garantindo disponibilidade de produtos. Um sistema de gestão financeira auxilia no monitoramento de entradas e saídas, gerencia o fluxo de caixa e gera relatórios para acompanhamento constante. Um sistema de integração com plataformas de delivery automatiza pedidos e evita erros manuais. Por fim, um sistema de análise de dados coleta informações de vendas para entender quais produtos fazem mais sucesso, além de identificar tendências de consumo.
13. Promova treinamento contínuo
Na cozinha, balcão, salão ou na administração. De nada adianta ter os melhores profissionais se eles não são acompanhados de perto e se não se reciclam. Esse cuidado é vital para o negócio.
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