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Como empreendedores podem criar conteúdo relevante nas redes sociais

Como empreendedores podem criar conteúdo relevante nas redes sociais


Especialistas consultados por PEGN sugerem 7 passos para que negócios se destaquem na internet Para se destacar nas redes sociais, as empresas precisam criar conteúdo relevante que não apenas atraia a atenção, mas também construa uma conexão real com seu público. “Todo mundo está nas plataformas, mas não basta estar — é preciso ter estratégia que se converta em resultados para os negócios”, diz Luciani Matielo, analista de negócios do Sebrae-SP.
Alexandre de Assis, docente da área de marketing do Senac São Paulo, afirma que é comum que o empreendedor tente falar com todo mundo, o que pode não ser bom para a sua marca. “Isso faz com que o conteúdo perca o foco e acaba não atingindo ninguém de forma eficaz. O ideal é ser mais direto e pensar em quem realmente pode se interessar pelo que o negócio oferece.”
Você está em busca de criar um conteúdo relevante que engaje o seu público? Veja 7 passos sugeridos por especialistas consultados por PEGN para se destacar nas redes:
1. Conheça sua audiência
Tudo começa com um bom entendimento do público, diz o docente do Senac São Paulo. “Isso significa saber o que ele gosta, quais são suas necessidades e desafios”, afirma. É possível obter essas informações conversando diretamente com os clientes: pode ser por meio de enquetes nas redes sociais, perguntas nos stories ou até interações no dia a dia. “Por exemplo, se você tem uma loja de produtos artesanais, pode perguntar no Instagram quais tipos de itens seus seguidores gostariam de ver. Pequenos gestos como esse já ajudam a captar insights para as próximas ações.”
Outra estratégia é observar o comportamento do público. Quais tipos de postagens geram mais interação? O que eles comentam e compartilham?
A analista sugere criar uma persona do consumidor a partir de dados demográficos, mais seus interesses e comportamentos. “É um perfil fictício de quem seria esse cliente que ele quer se comunicar.”
2. Atenção ao visual
É importante ter cuidado com a parte visual da página, diz Matielo. “Isso é o que faz a diferença e cria desejo e conexão. Profissionalizar uma imagem, mostrando um capricho maior na identidade visual, gera mais engajamento e resultado no bolso”, afirma. “Uma publicação muito amadora representa o produto de maneira negativa.”
Segundo a analista, práticas simples, como um erro de digitação, podem prejudicar a imagem da empresa. “Um texto mal redigido e uma foto que não é legal já repelem o consumidor”, afirma.
“Quando não há uma identidade visual bem definida, um design interessante, profissionalismo e uma linguagem correta, o conteúdo perde força. Hoje, com tantas ferramentas disponíveis, inclusive gratuitas, esse problema não se justifica”, concorda Bruno Portela, professor da Fundação Dom Cabral.
3. Humanização da marca
“O público gosta de acompanhar as conquistas. Muitas pessoas têm dificuldade nesse processo, mas é fundamental que a marca tenha um rosto e uma personalidade que a represente, criando uma conexão íntima com o público e gerando engajamento”, diz a analista do Sebrae-SP.
No entanto, a especialista alerta para alguns cuidados: “A marca deve ter valores e propósitos bem definidos, que estejam conectados ao estilo de vida dos clientes e com o que é a marca”, afirma. “Uma empreendedora de moda, por exemplo, pode publicar uma roupa que ela está pensando em usar para um evento.”
Ela recomenda equilíbrio ao decidir o que compartilhar. “Não é preciso ser uma exposição exagerada, mas doses de vida real que geram conexão.“
O docente do Senac concorda: “A transparência faz toda a diferença. Empreendedores que compartilham desafios, aprendizados e conquistas criam um vínculo mais forte com o público. Um exemplo simples seria contar como surgiu a ideia do negócio ou os obstáculos superados ao longo do caminho.”
4. Ser autoridade
O empreendedor deve buscar ser autoridade no que ele está tentando vender ao público. “O dono de uma loja de roupas precisa entender de moda para criar um conteúdo autêntico”, afirma a analista.
Para virar autoridade, explica Portela, o empreendedor deve ser referência, entendendo o nicho, o público e o segmento em que ele atua. “Isso envolve ter um posicionamento claro e produzir conteúdo que realmente tenha valor para o público, de forma consistente e adaptada à plataforma escolhida. Caminhos interessantes são mostrar cases de sucesso e compartilhar experiências reais.”
Também é importante trabalhar com depoimentos de clientes e seguidores, parcerias, participações em entrevistas, podcasts e eventos do setor. “Mas o principal ponto é construir relacionamentos estratégicos, seja com outros especialistas, seja com influenciadores.”
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5. Adaptação às diferentes redes sociais
É preferível estar em poucas mídias e fazer um trabalho bem feito do que estar em várias e não conseguir administrar tudo, diz Matielo. “O empreendedor deve avaliar as redes disponíveis e quais trazem mais resultado. Uma empresa B2B talvez se saia melhor no LinkedIn e, muitas vezes, não investe lá. O esforço deve ser dedicado à rede social que traga resultado.”
Após escolher a mídia, as linguagens devem ser adaptadas, diz o professor da Fundação Dom Cabral. Por exemplo, se o formato for vídeo curto, é importante considerar a plataforma mais adequada, como Stories, Reels, TikTok ou YouTube Shorts. “Carrosséis informativos também funcionam bem no TikTok e no Instagram, podendo ser utilizados no LinkedIn e no Threads, além do Twitter (atual X).”
Para conteúdos mais longos, ele sugere podcasts e vídeos em plataformas como YouTube e Spotify, além de newsletters, que atraem um público mais qualificado e fomentam a lealdade.
“Por exemplo, um negócio de educação financeira pode utilizar Reels e TikTok para compartilhar dicas rápidas, criar threads detalhadas no Twitter e no Threads para aprofundar conteúdos, publicar artigos completos no LinkedIn e promover lives no YouTube para esclarecer dúvidas e explorar temas com mais profundidade.”
6. Ousadia e criatividade
A analista recomenda que os empreendedores ousem e tenham criatividade em suas publicações. “O empreendedor deve estar atento às tendências do que está sendo assunto nas redes sociais”, afirma. “Mas é preciso selecionar bem para não participar de algo que gerará estranheza no público. As ‘dancinhas’ trazem engajamento, mas não para todo tipo de audiência.”
“Também é possível acompanhar empresas que admira para se inspirar. A equipe também deve ser estimulada a ser criativa, de maneira que venham ideias genuínas.”
Para o docente do Senac, ser autêntico significa mostrar a essência do negócio. “O diferencial vem da personalidade e da história por trás da empresa. Se uma loja de roupas, por exemplo, tem uma curadoria especial ou trabalha com estilistas locais, isso deve ser evidenciado nos conteúdos.”
7. Analise as métricas
O professor da Fundação Dom Cabral lembra que é fundamental acompanhar os resultados e fazer ajustes constantes. “Como a audiência é rotativa, é importante identificar quais segmentos são mais constantes e quais estão em fluxo, adaptando-se às tendências sem perder a identidade. Ter sempre uma comunicação uníssona, integrada e que faça sentido para o público”.
Segundo Assis, é importante avaliar quais posts tiveram mais curtidas, comentários ou compartilhamentos — ou seja, o que gerou mais engajamento.
“Com essas informações em mãos, fica mais fácil ajustar a estratégia e produzir conteúdos que realmente façam sentido para o público.”
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