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CloudWalk levanta FIDC de R$ 2,7 bi; Zig capta R$ 155 milhões: os destaques da semana no ecossistema

CloudWalk levanta FIDC de R$ 2,7 bi; Zig capta R$ 155 milhões: os destaques da semana no ecossistema


Unicórnio de serviços financeiros vai reforçar o produto de antecipação de recebíveis para PMEs Nesta semana, duas startups mostraram fôlego ao captar mais de uma rodada no mesmo ano. O unicórnio CloudWalk estruturou um novo FIDC, de R$ 2,7 bilhões, após outros quatro veículos levantados no primeiro semestre no valor de R$ 1,6 bilhão. Já a Zig captou uma rodada de R$ 155 milhões, depois de ter recebido R$ 110 milhões em abril.
Outro destaque foi a Conferência da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), que aconteceu em São José dos Campos (SP). PEGN marcou presença no evento e acompanhou o debate sobre deep techs.
Nesta edição da newsletter, você também lê sobre a reabertura da investigação sobre práticas anticoncorrência do Wellhub, o lançamento da ferramenta do Google for Startups para auxiliar fundadores no uso de IA Generativa e muito mais.
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Aportes
CloudWalk. O unicórnio por trás da plataforma de serviços financeiros InfinitePay estruturou um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) de R$ 2,7 bilhões – o maior da sua história. O Itaú BBA foi o coordenador líder do FIDC e atuou em conjunto com Bradesco BBI, BTG, BB-Banco de Investimentos e Banco Safra. O fundo tem prazo de três anos. O capital será direcionado para financiar a operação de antecipação de recebíveis do cartão de crédito após a base de clientes da InfinitePay triplicar nos últimos 12 meses, chegando a 3 milhões de usuários.
Zig. A startup de pagamentos para o mercado de entretenimento ao vivo levantou R$ 155 milhões em sua terceira rodada de investimentos, liderada pela Kaszek e acompanhada pela Across Capital. Este é o segundo aporte recebido pela startup em 2024: em abril, a Zig anunciou que levantou R$ 110 milhões. Os recursos serão direcionados para inovação e desenvolvimento de tecnologias, além de fortalecer a presença no mercado internacional no México e na Europa, e aumentar a capilaridade no Brasil.
Resend. Fundada por Bu Kinoshita, Jonni Lundy e o brasileiro Zeno Rocha, no Vale do Silício (EUA), a startup recebeu um aporte de US$ 18 milhões (R$ 104 milhões), liderado por Andreessen Horowitz e acompanhado por investidores estratégicos, como Ali Rogani, ex-CFO da Pixar, e Eric Muntz, ex-CTO do Mailchimp. A startup tem uma plataforma para o mercado de e-mails transacionais, como confirmações de cadastro, recuperação de senha e notificações de serviços. Atualmente, a tecnologia processa 50 milhões de e-mails mensalmente e atende nomes como Warner Bros e Decathlon.
Klubi. A fintech que trabalha com consórcios captou R$ 45 milhões em uma Série A coliderada por L4 Venture Builder e Vivo Ventures, que já integrava o cap table da startup. Com a nova rodada, a Klubi pretende ampliar o portfólio de produtos, expandir as parcerias e desenvolver novas tecnologias. No momento, a fintech oferece crédito para a aquisição de bens como eletrônicos, motocicletas e automóveis, e serviços, como viagens.
Os desafios das deep techs
A transformação de ciência em negócio foi um dos temas debatidos na 34ª Conferência da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), realizada em São José dos Campos (SP) nesta semana. PEGN esteve presente no evento que reuniu mais de 700 representantes de parques tecnológicos, incubadoras e hubs de inovação para participar de palestras e encontros.
Durante um painel realizado na agenda do Fórum Sebrae de Inovação, especialistas como Rochel Lago, da UFMG, e Ana Calçado, da Wylinka, discutiram a necessidade de um ambiente mais propício para o empreendedorismo acadêmico. Lago defendeu que a academia precisa de uma injeção de cultura empreendedora para que professores e alunos se sintam motivados a criar startups.
Em entrevista, Adriana Ferreira de Faria, presidente da Anprotec, ressaltou que, apesar de o Brasil figurar entre os principais países em termos de investimento em pesquisa e desenvolvimento, ainda existe uma grande dificuldade em converter essas pesquisas em inovações viáveis para o mercado.
O evento também marcou o lançamento do edital do segundo ciclo do Catalisa ICT, programa do Sebrae para fomento de projetos de inovação baseados em pesquisas científicas. A iniciativa é voltada para mestres e doutores, com trabalhos com potencial de inovação, que já tenham participado do primeiro ciclo do projeto. Os participantes receberão capacitação, mentoria e poderão ajustar suas soluções a partir de demandas reais de grandes players. O órgão pretende apoiar 300 planos e atender 150 empresas inovadoras.
Novo capítulo
A superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) reabriu a investigação de práticas anticoncorrência do Wellhub e aplicou uma multa de R$ 3 milhões à plataforma de bem-estar anteriormente conhecida como Gympass. Agora o caso será encaminhado ao plenário do Cade para julgamento.
A história teve início em 2020, com denúncias feitas pelo TotalPass, agregador criado pela Smart Fit. Em 2022, o Wellhub assinou um termo de conduta em que se comprometia a restringir os contratos de exclusividade a 20% da sua base de clientes em cada cidade.
Em julho deste ano, porém, novas denúncias foram feitas ao Cade. A rede TecFit afirmou ter sofrido queda nos usuários do Wellhub após deixar de ser parceira exclusiva do unicórnio. Outra acusação diz respeito à assinatura de novos acordos após o rebranding, com imposição de cláusulas de exclusividade.
Na época, Priscila Siqueira, líder do Wellhub no Brasil, declarou que “nenhum dos parceiros foi obrigado a assinar contrato de exclusividade”. Segundo a executiva, aqueles que decidem trabalhar apenas com o unicórnio “têm preferência e benefícios adicionais, mas é uma opção do parceiro”. No processo, um dos reclamantes indicou que a plataforma oferece adiantamento de receitas sem cobrança de juros caso a academia aceite estar exclusivamente no Wellhub.
Procurado, o unicórnio afirmou que está à disposição das autoridades para esclarecer qualquer ponto do acordo firmado com o Cade e que os contratos de exclusividade estão “bem abaixo” do limite de 20% estipulado pelo órgão. “Desde que o TCC foi firmado, o mercado tornou-se mais competitivo, com o crescimento relevante de concorrentes, demonstrando o sucesso do acordo feito pelo Cade”, diz a nota.
Como captar no early stage
Conquistar o primeiro cheque de uma startup pode ser um desafio e, por isso, é tema frequente de eventos do ecossistema. Não foi diferente na 11ª edição da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE). O painel, que contou com a participação de Olavo Bevilaqua (Investidores.vc), Leonardo Garcia (Sebrae for Startups), Camila Florentino (Celebrar) e Rodrigo Florencio (VeeCee AI), e teve mediação de Leandro Piazza, da 49educação, abordou o assunto.
Uma das dicas deixadas pelos participantes do painel foi criar um relacionamento com os investidores antes de abrir uma rodada para que eles possam conhecer o negócio mais a fundo e acompanhar as conquistas antes de assinar o cheque. “Gostamos de acompanhar seis meses antes do investimento, não chame na hora que precisar do capital, comece o relacionamento antes para construir vínculo e facilitar a avaliação”, destacou Bevilaqua, head de dealflow na Investidores.vc.
Para conhecer mais dicas, acesse a matéria publicada no site de PEGN.
IA Generativa
O Google for Startups lançou o GenAI Founder Starter Kit, ferramenta criada para auxiliar startups brasileiras a implementarem a tecnologia em seus negócios. O lançamento, em parceria com a Box1824, acontece após uma pesquisa revelar que 63% das startups brasileiras não possuem estratégias estruturadas para a adoção da IA generativa.
“Estamos em um momento decisivo para a adoção da IA Generativa no Brasil. O GenAI Founder Starter Kit foi criado para equipar as startups com as ferramentas e conhecimentos necessários para superar as barreiras iniciais e explorar as oportunidades que essa tecnologia oferece”, afirma André Barrence, Head do Google for Startups para América Latina.
O kit busca resolver as principais dificuldades apontadas pelo estudo: identificação de oportunidades para o uso da IA generativa; recursos educacionais, como glossários, guias e programas, para capacitação de equipes; e sugestões de usos práticos baseados em experiências de outras startups.
O material pode ser acessado gratuitamente pelo site.
Movimentações
Parceria. As startups Niky e Omni Saúde anunciaram na quarta-feira (4/12) uma parceria para ofertar um plano de medicamentos voltado ao público corporativo. O objetivo é ampliar o acesso dos colaboradores a medicamentos essenciais, reduzindo custos com saúde nas empresas e promovendo bem-estar no ambiente de trabalho. Colaboradores de empresas clientes da Niky poderão usar um saldo digital para comprar medicamentos em qualquer farmácia do Brasil por meio do aplicativo Omni Saúde App.
Novo braço. A Rocketseat, edtech especializada na formação de programadores, anunciou a sua entrada no mercado de educação superior com o lançamento da Faculdade de Tecnologia Rocketseat (FTR). O primeiro produto dessa vertical é uma pós-graduação com início previsto para janeiro de 2025 e inscrições abertas ainda neste mês. Com duração de 18 meses, o curso é voltado para profissionais graduados com experiência ou conhecimento prévio em programação. Fundada em 2017 pelos programadores Cleiton Souza, Diego Fernandes e Robson Marques, a Rocketseat já impactou mais de 1 milhão de pessoas com cursos, eventos e soluções corporativas.
Microempresas. A Wise, fintech de transferências internacionais, lançou nesta semana o Wise Empresas no Brasil, passando a oferecer o produto de conta global para pagamentos internacionais com cartão de débito internacional para microempresas com até 10 colaboradores. Segundo os dados da Wise, a base de clientes da fintech no Brasil cresceu 94% no último ano fiscal e o número de cartões emitidos dobrou, chegando a 2 milhões. O país é um mercado prioritário para a companhia.
M&A. O Grupo Softplan anunciou a conclusão da aquisição total da Runrun.it, startup de automação de processos e tarefas para equipes. O valor da transação não foi revelado. Esta foi a 12ª operação de M&A realizada pela empresa catarinense, que intensificou a estratégia de crescimento inorgânico em 2020. A startup tem mais de 1,2 mil clientes, como Cacau Show, Bradesco, Porto Seguro e DHL.
Curtas
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