Chef que já cozinhou para ex-presidentes dos EUA abrirá franquia de frango grelhado no Brasil

A primeira loja da rede panamenha Buco Pollo será aberta em dezembro em Santa Catarina Uma nova rede de fast-food de frango está chegando ao Brasil para competir com marcas como KFC e Popeyes. No entanto, a receita promete ser um pouco diferente do já conhecido balde de frango frito: a rede panamenha Buco Pollo é especializada em frango grelhado, e pretende lançar a loja piloto já em dezembro. A aposta é na receita original do experiente chef Felipe Milanes, que já cozinhou para as famílias Clinton e Obama. A expansão brasileira será em parceria com a empresa 300 Ecossistema de Alto Impacto.
Fundada em 2017 por Milanes, a Buco Pollo conta com cinco lojas próprias no Panamá e abrirá mais duas ainda neste ano. Só no ano passado, cada loja faturou em torno de US$ 80 mil, com um lucro líquido entre 20% e 25%. Além disso, o delivery tem uma forte presença na marca, representando cerca de 25% do total da receita.
“Mesmo sendo um fast-food, a diferença do nosso frango está no tempero e no processo de preparação que é natural. Não é frito, nosso frango tem gosto de comida caseira”, afirma o chef, que também é jurado do MasterChef Panamá há cinco anos.
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Com mais de 20 anos de experiência, além do Buco Pollo, Milanes é sócio do restaurante Tomillo, da hamburgueria Beat Burguer e do restaurante peruano La Jarana. Aqui no Brasil, há um ano, o chef vem estudando e fazendo testes de produto para adaptar a receita panamenha ao gosto do público brasileiro, mas “sem perder o tempero Buco Pollo”.
Com um investimento inicial de US$ 1 milhão (R$ 5,61 milhões na cotação de hoje), a operação teste será feita em Itapema, interior de Santa Catarina, já em dezembro. Os sócios passarão de seis meses a um ano testando o modelo de negócio, e já analisam 78 potenciais pontos para receber a marca. Assim que tudo for aprovado, o plano é iniciar a expansão com franquias pelo Brasil, coordenado pela 300 Ecossistema de Alto Impacto.
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Francisco Suero, sócio-fundador da Buco Pollo, Lucien Newton, vice-presidente da vertical de Consultoria da 300 Ecossistema de Alto Impacto e Felipe Milanes, chef e sócio-fundador da Buco Pollo
Divulgação
“É uma cidade de menor porte, com fatores econômicos positivos, uma sazonalidade de verão e inverno bem demarcada. Então, em seis meses a gente consegue pegar muitas variações de comportamento de consumo”, explica Lucien Newton, vice-presidente da vertical de consultoria da 300.
A 300 é uma holding brasileira de franquias com um portfólio de 94 marcas, com 11 mil franquias vendidas e um sellout de R$ 8 bilhões. A companhia conheceu a Buco Pollo durante uma escala de um voo no Panamá, no início do ano passado, feita pelos irmãos e fundadores da holding Leandro e Leonardo Castelo. Eles gostaram tanto da marca que decidiram fechar a parceria com o chef de cozinha.
Agora, os sócios têm o plano de abrir 100 unidades até 2027 focando, principalmente, no franchising para cidades de pequeno e médio porte. Por enquanto, o modelo de negócio para o franqueado ainda não está formulado, mas a expectativa é que o investimento inicial seja abaixo de R$ 200 mil.
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