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Bixa Rica: Conheça o economista que empreende com educação financeira para o público LGBTQIA+

Bixa Rica: Conheça o economista que empreende com educação financeira para o público LGBTQIA+


O catarinense Gean Duarte criou a consultoria após perceber que educadores financeiros não atendiam às necessidades da comunidade. Hoje, o negócio fatura com cursos e venda de infoprodutos Formar uma legião de “bichas ricas”. Esse foi o objetivo do economista catarinense Gean Duarte, 36 anos, ao fundar a consultoria financeira Bixa Rica há dois anos e meio. Hoje, a empresa tem mais de 1 mil alunos em seus cursos de educação financeira, e tem a maior parte de seu faturamento atrelada à venda de infoprodutos. Os planos para o futuro envolvem uma expansão do negócio, para aumentar o número de pessoas alcançadas.
Duarte se formou em Economia em 2010 e tinha um cargo público até 2019, quando resolveu deixar tudo para trás e prestar consultoria financeira para o público geral. Com o advento da pandemia, ele percebeu que a comunidade LGBTQIA+, da qual faz parte, tinha necessidades específicas que não eram atendidas pelo mercado.
“A comunicação da maioria dos educadores financeiros não se conectava tanto [com o público LGBTQIA+], pois era um discurso mais meritocrata. Somos uma população que sofre violências e preconceitos, nem todo mundo tem a mesma linha de partida. Muitas vezes não temos ambientes de trabalho ou mesmo lares saudáveis, por exemplo”, diz.
Duarte, que nasceu em Sombrio, no interior de Santa Catarina, conta que a sua própria consciência financeira veio ainda da infância, observando os “malabarismos” que sua mãe (falecida quando ele tinha 19 anos) fazia com as contas. Ele diz que apenas quando superou seus próprios traumas em relação ao tema, conseguiu alcançar o que chama de “liberdade financeira”.
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Nas pesquisas que fez com o público-alvo antes de montar o negócio, Duarte afirma ter identificado padrões parecidos de endividamentos, geralmente atrelados a decisões tomadas por impulso, motivadas por elementos externos, que podem ser mudanças repentinas, por exemplo.
“O foco não é o acúmulo de patrimônio, isso é consequência, mas é a liberdade, a autonomia para ir morar sozinho, se precisar, fazer uma transição de carreira ou trabalhar em uma empresa que te acolha, por exemplo”, diz.
Entre as principais necessidades específicas do público LGBTQIA+, ele cita questões de saúde mental, com compensações sociais e atingimento de expectativas alheias, e aspectos legais, sobretudo na seara de direitos.
Para fisgar a atenção de seu público-alvo, Duarte usa temas e termos que são comuns entre os LGBTQIAPN+, como “seja uma maricona rica”, para ressignificar um adjetivo pejorativo direcionado a gays mais velhos. Passivo e ativo, termos recorrentes no mercado financeiro, também são mencionados com trocadilhos em postagens.
“O próprio ‘bixa’ é uma ressignificação, uma cura da minha criança ferida. Quando eu era criança não tinha essa representatividade, e doía muito ouvir essa palavra. Agora é a bixa rica, com autonomia”, diz.
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O Bixa Rica acumula mais de 1 mil alunos nos cursos, mas a maior parte do faturamento da empresa vem da venda dos infoprodutos do Método Bixa Rica. Duarte também presta consultorias individuais e dá palestras.
A próxima meta do empreendedor é expandir o negócio, trazendo mais vozes. “Hoje a maior parte dos meus alunos são homens gays, porque eles se identificam comigo, mas eu quero trazer pessoas trans, mulheres lésbicas e mais representatividade para alcançar mais pessoas que também precisam da autonomia financeira”, diz.
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