Após faturar R$ 79,8 milhões, franquia de tratamento de hérnia de disco abrirá primeira unidade nos EUA

Doutor Hérnia foi fundada por aluno e professor e tem 196 unidades em funcionamento no Brasil. Rede pretende ter dez franquias no país norte-americano em 2025 A primeira unidade internacional da rede de franquias Doutor Hérnia já tem data e local para começar a funcionar: no próximo mês de outubro, em Miami, nos Estados Unidos. A marca já abriu um escritório na região para administrar a unidade, que atenderá pelo nome de Doctor Hernia, e espera abrir mais duas unidades próprias e iniciar a expansão com franqueados em 2025. PEGN teve acesso à novidade em primeira mão.
O investimento realizado para a internacionalização da marca está estimado entre US$ 600 mil e US$ 800 mil (entre R$ 3,5 mi e R$ 4,4 mi, na cotação atual), sendo que cerca de US$ 200 mil (R$ 1,1 mi) são destinados à abertura da primeira unidade, que ficará localizada nos arredores dos bairros Aventura e Hallandale. O processo tem sido conduzido com apoio da consultoria Global Franchise.
“O fisioterapeuta brasileiro tem uma autonomia gigantesca. Para nós, como empreendedores, mas também como fisioterapeutas que ainda atendem, levar isso para outros países é fincar a bandeirinha da fisioterapia brasileira no mundo. É um grande sonho pessoal e profissional se realizando”, diz André Pêgas, sócio-fundador da Doutor Hérnia.
Pêgas fundou a rede em 2013, ao lado do então aluno Laudelino Risso, que havia se interessado pelo tratamento da coluna vertebral durante a faculdade de fisioterapia. A afinidade sobre o tema e as conversas fora do ambiente acadêmico os levaram a criar uma metodologia exclusiva para tratamento sem intervenção cirúrgica – e a empreender.
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A escolha pela Flórida para iniciar a internacionalização se deu pela maior presença de latino-americanos, sobretudo brasileiros, que podem ajudar a difundir e divulgar a marca localmente, de acordo com Risso.
A região também tem potenciais investidores que podem se tornar franqueados da marca, na avaliação do empreendedor. Segundo ele, já há ao menos dez interessados, que devem fechar contrato no próximo ano. Para 2026, a ideia é ter entre 30 e 40 unidades abertas no país. O investimento inicial para se tornar um franqueado nos Estados Unidos é estimado em US$ 130 mil (cerca de R$ 720 mil).
André Pêgas e Laudelino Risso, fundadores da Doutor Hérnia, no escritório da marca em Miami (EUA)
Divulgação
Os Estados Unidos são o mercado mais popular para as franquias brasileiras que decidem se internacionalizar, de acordo com os últimos dados divulgados pela Associação Brasileira de Franchising (ABF). Em 2022, eram 78 marcas operando no país. Em número de unidades, eram 190, atrás apenas de Portugal (266). Saúde, Beleza e Bem-Estar, que inclui a Doutor Hérnia, é o segmento com mais redes operando em outros países (40), segundo a entidade.
“A metodologia segue [no formato desenhado para os EUA]. Precisamos fazer uma avaliação de mercado para entender se conseguiríamos seguir com os fisioterapeutas, e isso foi mantido”, explica Risso.
Uma preocupação inicial era se seria possível seguir o modelo do Brasil, com a entrada de investidores em um negócio de saúde, contratando fisioterapeutas para executar o serviço. “A assessoria jurídica nos ajudou a fazer com que isso ocorresse de maneira plena, de forma a preservar a autonomia de nossos [franqueados] investidores e a autonomia clínica do profissional da saúde”, diz. As campanhas de marketing também devem sofrer alterações em relação ao que é praticado no Brasil.
Atualmente, a rede tem 196 unidades no Brasil e projeta ultrapassar 215 neste ano. O faturamento estimado para 2024 é de R$ 100 milhões, cerca de 20% acima dos R$ 79,8 milhões realizados em 2023. De acordo com os empreendedores, 67% da rede é composta por multifranqueados, alguns com até nove franquias.
Dos onze serviços oferecidos, o tratamento para a hérnia de disco lombar é o carro-chefe, correspondendo a 70% da demanda, com 95,7% de sucesso nos tratamentos, segundo o fundador. No total, quase 80 mil pacientes já foram atendidos pela rede desde a sua fundação, em 2013. O tíquete médio é de cerca de R$ 3 mil.
Os Estados Unidos são o foco atual de Risso e Pêgas, mas eles já estudam outros mercados: uma franquia está em estágio avançado de negociações em Portugal, e mercados como o Chile também estão no radar. “Os Estados Unidos são uma grande vitrine. Entendemos que consolidar a marca lá nos ajudará depois a chegar a outros países”, comenta Pêgas.
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