Ao pedir permissão antes de tocar clientes, cabeleireira viraliza e fica com a agenda lotada

A empreendedora explica que a atitude não é uma mera formalidade. Caso o cliente diga “não”, ela espera até que ele se sinta pronto Uma cabeleireira de Omaha, Nebraska (EUA), vem viralizando desde que incluiu uma prática simples em seus atendimentos: pedir consentimento antes de tocar o cliente. Jordan Palmer, coproprietária do JPalm Hairdressing Salon, compartilha seus atendimentos nas redes sociais, e sua página no TikTok, por exemplo, está com mais de 460 mil seguidores e 13,9 milhões de curtidas.
A cabelereira administra o salão junto com sua esposa, Alex Bauer, e em seus vídeos, Palmer mostra que começa seus atendimentos solicitando os pronomes dos clientes e pedindo o consentimento para iniciar o corte. Bauer, que gerencia as redes sociais do salão, percebeu que os vídeos em que a cabeleireira pedia permissão, tinham um engajamento maior.
Para o site da revista People, as empreendedoras afirmaram que o atendimento vem sendo destaque porque o consentimento é importante para estabelecer um espaço seguro e respeitoso, principalmente para a comunidade LGBTQIA+, que muitas vezes se sente marginalizada em salões tradicionais.
“Os pronomes são muito importantes para o nosso modelo de negócios e para a comunidade que atendemos”, afirma Palmer. “Criar um espaço seguro para pessoas Queer é uma prioridade para nós”, acrescenta.
A empreendedora explica que a atitude não é uma mera formalidade. Caso o cliente diga “não”, Palmer espera até que ele se sinta pronto — mesmo que isso cause um atraso no atendimento. Inclusive, a cabeleireira já teve um cliente que pediu para que ela parasse de tocá-lo no meio do atendimento e que precisava de pausas frequentes “para ajudar a regular a experiência do corte de cabelo”
“Se alguém diz não, eu não toco e espero”, diz. “Aquele cliente teve dificuldades, pois em outro salão de beleza tinha muito toque”, acrescenta.
Palmer destaca que ao pedir permissão, seu cliente se sente mais confortável e ela constrói um relacionamento de confiança, especialmente com os jovens. “A questão é que, se eu vou pedir consentimento, tenho que estar pronta para alguém dizer não”, diz. “Quando alguém diz não, temos que sentar e esperar até que a pessoa se sinta confortável. E geralmente, isso não demora muito porque, uma vez que você mostra que respeita a questão do consentimento, mostra que você está levando isso a sério”, destaca.
Os vídeos publicados no TikTok viralizaram e há alguns com mais de 1 milhão de visualizações. A empreendedora afirma que como resultado, vem percebendo um aumento na procura pelos seus serviços. A cabeleireira está com a agenda lotada e muitos clientes só conseguem agendar com meses de antecedência — algo que as duas acreditam ser uma validação de seu trabalho e da conexão que criaram com os clientes.
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Porém, nem todos os comentários nos vídes são positivos. Alguns usuários fazem piadas sobre as perguntas de Palmer. Mas, de acordo com sua esposa, “qualquer atenção é boa atenção, até certo ponto”.
Segundo a cabeleireira, mesmo assim, os comentários positivos são maioria e muitas pessoas afirmam que se sentem acolhidas ali. “Mesmo quem nunca sentou na minha cadeira de salão me agradece por dar a eles a linguagem para pedir o que precisam aos seus cabeleireiros”, diz Palmer.
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