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53,3% das empreendedoras controlam finanças do negócio em anotações; veja 6 dicas para se organizar

53,3% das empreendedoras controlam finanças do negócio em anotações; veja 6 dicas para se organizar


Fazer o controle financeiro à mão pode funcionar quando negócio é pequeno, mas crescimento exige uso de tecnologia e automatização Como consultora financeira, Adriana Ciriello Montoro conta que via muitas vezes as mulheres entrando em seu escritório levando anotações de seus negócios em cadernos e agenda. “Eu considero positivo, mesmo que não seja possível fazer a análise dos números, porque mostra que minimamente ela tem anotado o que e quanto vai pagar”, diz a profissional, que é consultora de negócios do Sebrae-SP.
A experiência se prova na prática: 53,3% das mulheres empreendedoras ainda fazem o controle financeiro em anotações de caderno e agenda, segundo o estudo anual “Empreendedoras e Seus Negócios 2024”, realizado pelo Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME).
“Este número é alto, mas não nos choca porque a maioria dos negócios liderados por mulheres ainda são muito pequenos, com faturamento médio de R$ 2,5 mil, como mostra a pesquisa. Com este porte não faz sentido investir em ferramentas digitais”, diz Ana Fontes, presidente da Rede Mulher Empreendedora. “Quando os negócios começam a crescer e faturar mais, é natural que esta mulher busque apoio em planilhas ou ferramentas digitais.”
Em seguida, os modelos de controle financeiro mais usados são planilha eletrônica (27,6%) e aplicativo de banco (20,5%). Porém, 14% não fazem controle de jeito nenhum — o que não é indicado pelas especialistas consultadas por PEGN. “Ainda que seja feito no papel, a empreendedora deve fazer esse controle. Não é possível controlar algo se você não sabe o que acontece dentro do negócio e não tem forma de avaliar os números”, diz a educadora financeira Luciana Ikedo.
Veja 6 dicas para organizar a gestão com anotações — e como aprimorar o modelo de controle financeiro.
1. Anote todas as despesas — até as pequenas
Ikedo diz que o primeiro ponto é a honestidade financeira, o que significa anotar todas os gastos. “É preciso sermos muito honestos quando fazemos o próprio orçamento e quando verificamos com o que o dinheiro foi gasto. Muitas vezes, alguns itens de lazer, autocuidado, e consumo próprio como roupas e acessórios, não são transferidos para o orçamento, e isso deixa um furo, mas devem ser anotados”, diz.
Da mesma forma, ela sugere que a empreendedora registre todas as pequenas despesas do dia a dia. “É quase como se fosse aquele dinheirinho que a gente andava no bolso para gastos pequenos”, afirma. Caso seja necessário, a empreendedora pode ter uma conta digital com dinheiro já destinado para essas compras de valor mais baixo e que, muitas vezes, não entram no orçamento. “É uma maneira de ter esse teto definido caso ela não queira anotar no caderninho, mas ela não pode ser esquecida.”
2. Use agendas datadas
Segundo Montoro, do Sebrae-SP, as agendas com datas marcadas podem ser ferramentas utilizadas para que a empreendedora não esqueça de realizar os pagamentos no dia — por exemplo, colocando um boleto na data de vencimento. “Mas ela também pode colocar o quanto espera receber para visualizar o saldo daquele dia, entendendo se o dia seguinte terá dinheiro em caixa para pagar outra conta”, afirma.
3. Some a entrada de dinheiro por períodos
Montoro alerta que usar agenda datada não significa que as empreendedoras devem prestar atenção só no fluxo de um dia. “É uma prática importante, mas ainda gera uma compreensão muito limitada do negócio. É preciso fazer a soma do faturamento para ter o controle de quanto foi a entrada de dinheiro na semana, no mês e no ano. Desta forma, ela conseguirá acompanhar a evolução do empreendimento.”
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4. Busque informação e capacitação
Uma maneira de pensar novas formas de realizar o controle financeiro do negócio é conversando com outros empreendedores, sugere Valquiria Rizzo, coordenadora do grupo de empreendedorismo, sustentabilidade e inovação do Senac-SP. “A empreendedora pode pedir dicas de pessoas que já tenham essa experiêcia com a tecnologia, e que podem explicar as maneiras de fazer o controle e quais são os desafios no processo”, afirma a especialista, que também sugere que a empreendedora busque cursos de capacitação em ferramentas digitais.
5. Use apps de banco
“O uso de papel e moeda está cada vez menor. Usamos mais transações eletrônicas como Pix, transferências ou ainda pelo próprio cartão de crédito. Os apps das instituições financeiras permitem a separação por classe de despesa de maneira que a empreendedora consiga avaliar, no final do mês, para onde o recurso foi direcionado”, afirma Ikedo, que sugere que a empreendedora passe a se automatizar com os dados fornecidos pelas instituições.
“Muitos apps de banco permitem que a empreendedora exporte esses dados diretamente para uma planilha eletrônica, que fornece uma análise de um período mais alongado para observar as tendências de gastos.”
6. Evolua sempre os processos
As especialistas consultadas por PEGN concordam que o ideal é sempre buscar formas de aprimorar o controle financeiro conforme o negócio cresce. “A mulher que está fazendo anotação pode ser incentivada a usar planilha eletrônica. Já a empreendedora que está adaptada à planilha eletrônica pode considerar utilizar aplicativos de gestão”, diz Montoro.
“Essa automatização que permite ver o todo facilita a tomada de decisão do negócio. Parece complexo, mas na verdade agiliza os processos dentro da empresa, fazendo com que ela analise as informações de maneira analítica e pense em estratégias que promovam o crescimento”, finaliza a especialista do Sebrae-SP.
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